ENSEADA DE BOTAFOGO

ENSEADA DE BOTAFOGO
"Andar pelo Rio, seja com chuva ou sol abrasador, é sempre um prazer. Observar os recantos quase que escondidos é uma experiência indescritível, principalmente se tratando de uma grande cidade. Conheço várias do Brasil, mas nenhuma tem tanta beleza e tantos segredos a se revelarem a cada esquina com tanta história pra contar através da poesia das ruas!" (Charles Stone)

VISTA DO TERRAÇO ITÁLIA

VISTA DO TERRAÇO ITÁLIA
São Paulo, até 1910 era uma província tocada a burros. Os barões do café tinham seus casarões e o resto era pouco mais que uma grande vila. Em pouco mais de 100 anos passou a ser a maior cidade da América Latina e uma das maiores do mundo. É pouco tempo. O século XX, para São Paulo, foi o mais veloz e o mais audaz.” (Jane Darckê Avelar)

20.7.12

ENFIM, PRESERVADO! O CONVENTO DE SANTO ANTÔNIO

O conjunto colonial do Largo da Carioca (da esquerda para a direita: Convento de Santo Antônio, igreja do convento e Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência) antes da restauração.

O conjunto colonial após a restauração. Observe que a igreja do convento (meio) recuperará o frontão triangular maneirista original, semelhante ao da igreja do Mosteiro de São Bento.

No final de junho de 2012 tive a oportunidade de participar de visita guiada às obras de restauração do Convento de Santo Antônio e sua igreja no Largo da Carioca, centro da cidade. Estiveram comigo, entre outros, o escritor e arquiteto Hélio Brasil, autor do texto adiante, e a fotógrafa e artista plástica Sandra Santos, autora das belíssimas fotos abaixo. As duas fotos acima, que mostram o conjunto colonial antes e após o restauro são do material de divulgação do projeto.







ENFIM, PRESERVADO!
O Convento de Santo Antônio

O Rio de Janeiro convive, há quase cinco séculos, com mudanças físicas impostas a seu território, intervenções que alteram suas paisagens naturais e construídas. Não são novidades as velhíssimas histórias dos litorais redesenhados, de morros derrubados e espelhos d’água desaparecidos sob camadas de aterro. Desde os eliminados morros das Mangueiras, do Senado e do Castelo até o mais recente sacrificado, o morro de Santo Antônio, a história se repete. Não fossem as narrativas e pesquisas de nossos Vieira Fazenda, Coaracy, Brasil Gerson e Nireu Cavalcanti, as fotos de Ferrez, Malta e outros perspicazes observadores, a memória do espaço carioca estaria de todo perdida.

Afinal, no meio de tantos bens destruídos e aviltados, somos abençoados com a restauração que está sendo feita no Convento de Santo Antônio, belo exemplar remanescente da arquitetura religiosa, dos mais antigos da nossa Cidade, cuja pedra de fundação data do século XVII (4 de julho de 1608.). O terreno, resultado de uma doação aos franciscanos, ocupa a elevação antes chamada do Carmo e debruçava-se sobre a lagoa de Santo Antônio, nome de antiga ermida ali construída. Aterrado o espelho d’água e construído um chafariz (1723), transformou-se ele em um dos mais famosos logradouros do Rio de Janeiro: o Largo da Carioca. A igreja e o Convento, erguidos na elevação pelos frades da Ordem Franciscana, mantiveram como orago o santo homenageado na ermida – consagrando o topônimo – e, a seu lado, foi também construída a igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, vinculada à Ordem franciscana. O belo conjunto venceu as tormentas e chegou aos nossos dias, desfrutando boa visibilidade a partir do Largo. Sob o teto do convento ocorreram fatos e desfilaram presenças importantes para a história do Brasil. Lá, no século XIX, o nosso primeiro imperador teria redigido a carta do Fico. Em seus corredores segredaram-se os anseios da independência. Por lá também passaram, nos primórdios, figuras ilustres e santificadas do nosso clero, como Mont’Alverne, Vicente do Salvador, Frei Fabiano de Cristo, o notável botânico José Mariano da Conceição Velloso e outros.

Nos anos 20 do século passado, frades alemães, na piedosa tentativa de conservar a edificação, impuseram ao conjunto algumas alterações que o desfiguraram. A mais perturbadora: o frontão original, triangular, foi encapsulado sob uma empena de sabor neobarroco com certa pobreza de desenho [ver duas primeiras fotos]. A intervenção infeliz resistiu, por razões financeiras e técnicas, às reformas impostas ao Convento nos anos de 1950, à frente da qual esteve mestre Lúcio Cota e à subsequente, nos anos de 1980, com apoio da fundação Roberto Marinho. No presente, uma Equipe Técnica ― CEPAC tendo à frente a coordenadora Ana Lúcia Pimentel e os arquitetos Olínio Coelho e Felipe Borel, com apoio financeiro do BNDES e outros parceiros — luta para restaurar paredes, pisos, cômodos em sua espacialidade original, reavivando as volutas douradas, os nichos requintados e altares palcos de cenas da vida dos beatos ali adorados. Uma luta notável para nos devolver um monumento íntegro.

O edifício religioso deverá, assim, recuperar imagem bem mais próxima à sua feição original. A empena e seus coruchéus, por assim dizer, libertados do estranho invólucro, voltarão à fachada do templo. Seus muros e seus interiores, restaurados, permitirão aos frequentadores, com fins religiosos, turísticos ou de leigos interessados em cultura, apreciar sua arquitetura bem mais próxima do original. Uma feliz notícia para quem ama a cidade e deseja ver seu patrimônio histórico e artístico preservado.
Amém.                                                          

Helio Brasil – arquiteto - 2012  



















Sandra Santos, autora das fotos desta postagem, é mais um membro de uma família pernambucana da qual procedem importantes personalidades ligadas à cultura, como o desenhista e pintor  Augusto Rodrigues.

Seu contato com a arte começou cedo: aos 9 anos já frequentava a Escolinha de Arte do Recife, de seu tio Augusto, pioneiro da introdução do conceito de arte-educação no Brasil.

Depois de uma longa temporada vivendo em Paris, Londres e Sydney, radicou-se no Rio de Janeiro, onde ganhou notoriedade no exercício da xilogravura, participando de exposições no Brasil e no Exterior, lecionando durante 4 anos no MAM e atuando na área gráfica em capas de CD de variados importantes nomes da nossa música. Durante esse período teve catálogos com críticas muito elogiosas de artistas como Livio Abramo, Renina Katz e Thereza Miranda, entre outros.

Logo sua exuberância criativa a levou para outras linguagens gráficas, como a serigrafia, para dedicar-se posteriormente ao desenho e em seguida enveredar por muitos caminhos.

Com esse conhecimento adquirido, aliado ao crescente interesse pela fotografia,que definitivamente veio a ser mais um meio de expressão, imprimiu novos rumos ao seu trabalho.

9.7.12

MONUMENTO A PEDRO ÁLVARES CABRAL

TEXTO DE VERA DIAS, gerente de Monumentos e Chafarizes da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos da Prefeitura do Rio de Janeiro



O conhecido monumento a Pedro Alvares Cabral, foi realizado para ser o Marco Comemorativo do Descobrimento do Brasil, nas festas do quarto centenário em 1900.

Obra do escultor Rodolfo Bernadelli, mostra a figura principal, Pedro Alvares Cabral, com uma expressão do arroubo, com  olhar para frente em leve subida. Este empunha na mão direita uma bandeira, sinal da conquista e de reverência, com o braço esquerdo aberto segurando seu chapéu.

Logo abaixo, praticamente nas costas de Cabral está Pedro Vaz Caminha, escrivão da frota, que registrou a descoberta, na carta enviada aos reis de Portugal. A figura olha para as céus, numa expressão de admiração, enquanto segura na mão esquerda o documento do feito.

Um pouco mais abaixo, ao lado, está Frei Henrique de Coimbra, capelão da frota, que celebrou  a primeira missa.  A estátua do Frei se apresenta com os dois braços cruzados na sua frente segurando um crucifico e olhar para os céus. 

O Monumento mede 10 metros de altura. A forma hexagonal do pedestal em granito carioca permite que cada uma das figuras seja observada isoladamente, valorizando os homenageados pela descoberta do Brasil.


Pedro Alvares Cabral, com uma expressão do arroubo, com  olhar para frente em leve subida. Este empunha na mão direita uma bandeira, sinal da conquista e de reverência, com o braço esquerdo aberto segurando seu chapéu.

Frei Henrique de Coimbra com os dois braços cruzados na sua frente segurando um crucifico e olhar para os céus

Pedro Vaz Caminha: A figura olha para as céus, numa expressão de admiração, enquanto segura na mão esquerda o documento do feito.  
Fotos do editor do blog. Vera Dias edita o excelente blog As histórias dos monumentos do Rio de Janeiro (ver BLOGS QUE ACOMPANHO na barra vertical à direita). O monumento fica perto da estação de metrô Glória.

15.6.12

PAINEIRAS


Um dos lugares mais agradáveis para se caminhar — em meio à maior floresta urbana do mundo (o Parque Nacional da Tijuca), com direito a duchas muito bem-vindas no verão e algumas vistas cinematográficas da Zona Sul — é a Estrada do Redentor no fim-de-semana e feriados, quando o trecho de 4,2 quilômetros entre o Hotel das Paineiras (antigo local de concentração da seleção, há três décadas desativado, que futuramente deverá virar um centro de turismo) e a Estrada do Sumaré é fechado para o trânsito de veículos. Esse trecho é popularmente conhecido como "Paineiras". Só que infelizmente não existe transporte público até lá, você tem que subir de carro    um dos caminhos é subir pelo Cosme Velho, quando chegar em Santa Teresa dobrar à esquerda e prosseguir pela Av. Almirante Alexandrino e depois Estrada das Paineiras (veja no Google Maps). Quando o bondinho de Santa Teresa voltar a operar em 2014, os planos são de que chegará até as Paineiras. A seguir uma crônica de Luiz Garcia publicada em O Globo em 2008. Fotos tiradas numa tarde de fim de verão num dia útil (quando a estrada está aberta ao trânsito e recebe poucos passeantes) pelo editor do blog.


Paineiras!

Uma das melhores coisas que você pode fazer num domingo de sol no Rio é não ir à praia. Vá à Estrada das Paineiras [o autor se refere à Estrada do Redentor, popularmente conhecida como "Paineiras". A Estrada das Paineiras dá acesso até lá.] Veja do alto e de longe a praia e o mar; de perto, a beleza da Floresta da Tijuca, cortada pela estrada e onde só existe vegetação nativa do Brasil. Descobrirá que as estrangeiras palmeiras e mangueiras não fazem a menor falta.


E o contingente humano também é agradável: ciclistas e andarilhos trocam bons-dias e sorriem. Uma hora de caminhada, estrada acima e estrada abaixo (que podem ser duas, dependendo do fôlego e da prática), basta para limpar os pulmões e encher os olhos com a paisagem próxima e distante. Do Cristo logo ali ao lado até o Jockey e a lagoa lá embaixo e o mar imenso adiante. Tem também a visão triste da favela comendo encostas lá embaixo.


Devemos a Floresta da Tijuca como é hoje a D. Pedro II, que encomendou ao Major Archer a recuperação de vasta área devastada por cafezais ruinosos. Em tempos recentes, a Estrada das Paineiras ficou meio abandonada até os anos 80, quando — graças ao bom gosto de uma primeira-dama estadual — o caminho foi arrumado e melhorado; é como está hoje.

Com a proibição de trânsito aos sábados e domingos, a estrada é uma festa nesses dias. Há lugares para se tomar banho na água fria que cai de canos a uns tantos metros de altura. E um grande quadrado projetado sobre a encosta para se tomar sol e brincar com as crianças.

Tem mais: equipamentos de ginástica, uma pedra alta para os malucos que gostam de escalar, espaços para piqueniques e também para quem quer só se sentar e ler o jornal.

Há lugar suficiente para todo mundo: casais e famílias inteiras andando, ciclistas pedalando, meninos voando nos skates, massagistas e outros terapeutas à beira do caminho.

Bastante gente, mas nenhum clima de multidão. Ninguém vende nada, e todo mundo se diz bom-dia.


Vêm novidades por aí. Ao pé das Paineiras fica a caveira de burro do hotel de mesmo sobrenome. Foi construído pelo imperador, e chegou a ter hóspedes ilustres. Como três presidentes (Washington Luiz, Getúlio Vargas e Café Filho) e times de futebol que lá se concentraram, entre eles uma seleção brasileira.

O hotel entrou em decadência há muito tempo. Desde 1984 estava arrendado a uma universidade particular, que iniciou reformas nunca concluídas. Nos últimos tempos, ficou sendo apenas uma ruína feia. Mas na semana passada o prédio foi devolvido à União. Ainda não esta decidido exatamente o que se fará com ele. Se ficar tão agradável e útil quanto a estrada que começa na porta será uma beleza.


Mas há um problema óbvio: o estacionamento no acesso às Paineiras é problema sério nas manhãs de sábado e domingo, desde que foi proibido o trânsito de carros particulares e táxis comuns na estrada para o Corcovado. A partir de certa hora, o pessoal — quem vai para o Corcovado e quem vai para as Paineiras — passa a estacionar na própria pista, que já não é muito larga. Se o hotel voltar a ser uma atração, o perigo, se não se resolver o problema, só pode aumentar. (Crônica de Luiz Garcia publicada em O Globo em 2008)


6.6.12

O JOGO VIROU





O jogo virou: houve um tempo em que o Rio era um parque de diversões dos bandidos: eles tinham o controle do território e da situação, enquanto a polícia vivia acuada ou fazia corpo mole. No tempo do Brizola cheguei a ser assaltado por quatro bandidos armados de revólveres às sete da noite de um dia útil numa rua movimentada não muito longe do Palácio Guanabara. A foto acima e o texto a seguir são de O Globo online:

RIO - Uma cena inusitada chamou a atenção de quem passava pela Praia de Copacabana, na Zona Sul, na manhã desta quarta-feira. Uma equipe de policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) sobrevoava o local em um helicóptero blindado quando voltava de Niterói do treinamento para a Rio+20 e avistou um tumulto no calçadão. Ao perceberem que se tratava de um assalto, pousaram o helicóptero na areia. Segundo a polícia, um grupo assaltava turistas japoneses. [...] Dois menores foram apreendidos, e a câmera fotográfica dos turistas foi recuperada. Eles estavam armados com facas. [...]

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/policiais-pousam-de-helicoptero-na-praia-de-copacabana-apreendem-dois-menores-assaltantes-5132507#ixzz1x1fsFBrn 

14.5.12

COM REJANE SOBREIRA MINATO EM SÃO CRISTÓVÃO

Corcovado visto (por uma nesga) da casa de Rejane.

REJANE SOBREIRA MINATO, museóloga, poetisa e pintora, reside há três décadas em uma casa antiga na Rua São Januário, no Bairro Imperial de São Cristóvão. Seu poema Casarão pode ser apreciado no meu outro blog, o Sopa no Mel, clicando aqui. Rejane é autora de uma monografia sobre o bairro, ROTEIRO DE FRAGMENTOS HISTÓRICOS DO BAIRRO DE SÃO CRISTÓVÃO, com a qual obteve o grau de bacharel em Museologia, e que está disponível no Google Docs (para acessar clique aqui). 

Rejane gentilmente me conduziu (na companhia do arquiteto Helio Brasil, autor do livro São Cristóvão  clique em seu nome no menu da direita para conhecer suas contribuições a este blog) por um passeio nas imediações da casa dela, onde muitas surpresas me aguardavam, que sozinho eu dificilmente descobriria. As fotos resultantes estão aqui expostas. Os textos entre aspas são trechos de sua monografia.

Duas casas na Ladeira São Januário.

Igreja de São Januário e Santo Agostinho na Rua São Januário, 249, inaugurada em 1947. Uma igreja singular no Rio pelo teto e paredes da nave recobertos de afrescos com efeito trompe-l'oei dando a impressão de alto-relevo. Também dignos de nota os vitrais e quadros dos passos da Paixão.

Interior da igreja (colagem).  

"Antes mesmo de ser solucionado o problema da ocupação francesa, Estácio de Sá doou à Companhia de Jesus uma imensa sesmaria no Recôncavo da Guanabara, que se estendia do Rio Comprido até Inhaúma, legitimada, em 1568, pelo Governador Geral Mem de Sá, ao Colégio dos Jesuítas que, naquela ocasião, situava-se no Morro do Castelo. Esta sesmaria incluía a Fazenda do Engenho Velho, do Engenho Novo e de Santa Cruz além da Fazenda de São Cristóvão, onde os jesuítas tinham suas plantações de cana-de-açúcar e criações de gado. Considerada a ordem mais rica da cidade, a influência dos jesuítas estava presente não só na educação, mas também na vida política e econômica."

Casarão na Rua São Januário, 201 onde funciona a Interclin Clínica Médica.

"O acesso à Fazenda de São Cristóvão era difícil em virtude de sua topografia 'semianfíbia', caracterizada por grandes alagados, pântanos, morros, praias, rios, além de uma grande floresta. Embora os jesuítas tenham sido os pioneiros na ocupação da várzea e da penetração no sertão carioca, somente por volta de 1627 começaram a ocupação efetiva da fazenda edificando, inicialmente, uma igrejinha à beira da praia dedicada à São Cristóvão, padroeiro dos viajantes, nas proximidades do caminho que servia de ligação entre a cidade e o interior fluminense."


Art déco. Antiga fábrica de cosméticos, atual depósito da Polícia Federal, na Rua São Januário, esquina com Rua Carneiro de Campos.

"Um dos principais lotes ocupados seria de importância vital para todo o desenvolvimento do bairro. Foi comprado pelo rico comerciante português, Antônio Elias Lopes e transformado numa chácara que recebeu o nome de Quinta da Boa Vista, em virtude da bela paisagem que a circundava. Na parte mais elevada do terreno foi construída a sede da chácara, um imenso casarão de dois pavimentos que logo passou a ser considerada a melhor residência da cidade."


Contraste arquitetônico.

"Por este motivo foi presenteada, por Elias Lopes, ao Príncipe D. João, quando este chegou ao Rio de Janeiro, no início do século XIX. Aceita a oferta D. João instalou-se na residência logo que a recebeu, tornando-a o verdadeiro centro da monarquia portuguesa. A família de Bragança instalou-se na Quinta da Boa Vista ainda em 1808, conferindo ao bairro de São Cristóvão o status de real, ou seja, aristocrático da cidade."


Casarão classicizante na Rua São Januário, quase na esquina com a Rua Teixeira Júnior.

"Foram feitas benfeitorias que a nova condição exigia datando, desta época, os primeiros melhoramentos na infra-estrutura do novo bairro e de suas imediações. Os pântanos, ainda existentes, foram aterrados e abertas novas ruas. Durante todo o século XIX o bairro de São Cristóvão passou por grandes transformações políticas, econômicas e sociais. A partir de 1850, com o progresso da cafeicultura, os ricos “barões do café” enriqueceram a cidade com seus palacetes neoclássicos e todas as benfeitorias implantadas na cidade foram rapidamente levadas para o bairro onde habitava a elite."


Casarão com elementos art-nouveau na Rua São Januário, perto do Vasco da Gama.

"Com a Proclamação da República, em 1889, o bairro, impactado pelos acontecimentos políticos vinculados à consolidação do novo regime, sofreu rápida transformação. A aristocracia, pouco a pouco, foi deixando seus palacetes em São Cristóvão e mudando-se para outros mais elegantes na Tijuca e em Botafogo. O Palácio da Quinta foi abandonado pelos republicanos que adotaram como sede do governo o Palácio Itamarati e, posteriormente, o Palácio do Catete."


Rua Dom Carlos, esquina com Rua São Januário (pertinho do Vasco da Gama).

"A modernização do porto, uma das etapas importantes da Reforma Pereira Passos, tinha como objetivo atender ao volume de mercadorias, implicando na demolição de trapiches e aterro de enseadas. Como consequência, o bairro de São Cristóvão perdeu a região praieira, ligando-se diretamente com a Avenida Rodrigues Alves. Isto contribuiu para o surgimento de favelas em virtude do altíssimo número de desabrigados."


Chalés na Rua Cel. Cabrita.

Prédio de curva. À esquerda subida do Morro do Tuiuti.

A praça é do povo... (Praça Alfredo Machado, ex-Praça Elisa Cyleno)

Bar com águia no topo na esquina das ruas Tuiuti com Curuzu.

Pavilhão de São Cristóvão e Igreja de São Januário vistos da Rua da Liberdade ao cair da tarde.

Casario na Rua da Emancipação.