ENSEADA DE BOTAFOGO

ENSEADA DE BOTAFOGO
"Andar pelo Rio, seja com chuva ou sol abrasador, é sempre um prazer. Observar os recantos quase que escondidos é uma experiência indescritível, principalmente se tratando de uma grande cidade. Conheço várias do Brasil, mas nenhuma tem tanta beleza e tantos segredos a se revelarem a cada esquina com tanta história pra contar através da poesia das ruas!" (Charles Stone)

VISTA DO TERRAÇO ITÁLIA

VISTA DO TERRAÇO ITÁLIA
São Paulo, até 1910 era uma província tocada a burros. Os barões do café tinham seus casarões e o resto era pouco mais que uma grande vila. Em pouco mais de 100 anos passou a ser a maior cidade da América Latina e uma das maiores do mundo. É pouco tempo. O século XX, para São Paulo, foi o mais veloz e o mais audaz.” (Jane Darckê Avelar)
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15.5.15

TURISMO CULTURAL NO BAIRRO IMPERIAL DE SÃO CRISTÓVÃO


Uma viagem pela história, ciência e cultura de nossa cidade. Esta é a proposta do Turismo Cultural no Bairro Imperial de São Cristóvão, um evento que faz parte das atividades da Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).

Realizado anualmente no mês de maio, a Quinta da Boa Vista (Museu Nacional) é o ponto de partida desse roteiro cultural pelo bairro de São Cristóvão. Entre 10h e 16h, em intervalos regulares, ônibus gratuitos saem do Parque com destino às instituições culturais do bairro.

Fazem parte do roteiro o Museu Nacional/UFRJ, Museu Militar Conde de Linhares, Centro Cultural Maçônico/Supremo Conselho do Brasil, Museu de Astronomia e Ciências Afins, Primeiro Batalhão de Guardas e Centro Hípico do Exército, todos com entrada franca e uma série de atividades especiais. O editor do blog gostaria de recomendar especialmente as palestras do historiador Nireu Cavalcanti e do escritor Helio Brasil no Centro Cultural Maçônico às 14 horas do domingo.


A seguir fotos tiradas durante o evento, no sábado:

Quinta da Boa Vista ao entardecer

Cavalo em sua baia no Centro Hípico do Exército

Primeiro Batalhão de Guardas, unidade de elite criada por D. Pedro I, extinta com sua abdicação e recriada por Getúlio Vargas. Atuou na Guerra da Independência, combate à Intentona Comunista e na pacificação de comunidades cariocas.

O soldado e seu fiel amigo no Primeiro Batalhão de Guardas

O editor do blog pilota uma Harley-Davidson (parada) no 1o Batalhão de Guardas

Cup cakes no Circuito Moda Carioca no Museu Militar Conde de Linhares

Museu de Astronomia no antigo Observatório Nacional. "Localizado no alto de um morro, o acesso ao campus se faz por um elevador instalado numa caixa de decoração eclética, anunciando a arquitetura dominante deste interessante conjunto: uma mistura de tecnologia moderna com arquitetura beaux-arts. O prédio principal é um pequeno palácio classicizante com cúpula, bela escadaria cenográfica e um vitral alegórico. Os outros edifícios que abrigam instrumental astronômico também têm interesse." Guia da Arquitetura Eclética no Rio de Janeiro

Vitral de Urânia, Musa da Astronomia, no antigo Observatório Nacional

31.7.12

FEIRA DE SÃO CRISTÓVÃO



no CENTRO LUIZ GONZAGA DE TRADIÇÕES NORDESTINAS
com trechos do cordel FEIRA DE SÃO CRISTÓVÃO do cantador, repentista, cordelista, violeiro e poeta JOSÉ JOÃO DOS SANTOS, O MESTRE AZULÃO



São Cristóvão é nos domingos
O ponto mais brasileiro
Encontro dos nordestinos
Que estão no Rio de Janeiro
Lá passam horas saudosas
Comendo coisas gostosas
E ouvindo um bom violeiro




O nordestino que fez
O grande Rio crescer
Construindo arranha-céus
Se arriscando a morrer
Comandado pelos gringos
Tem direito aos domingos
Ter seu lugar de lazer




O Campo de São Cristóvão
É palco de tradição
Dos primeiros nordestinos
Que deixaram seu torrão
Sua família querida
Vieram tentar a vida
Viajando em caminhão




Depois de dez, doze dias
Numa viagem sofrida
O Campo de São Cristóvão
Era o ponto de descida
Onde cada nordestino
Procurava seu destino
Em busca de nova vida




Iam para as construções
Onde outros trabalhavam
Trazendo carta e notícias
Dos parentes que mandavam
Aos domingos sem faltar
São Cristóvão era o lugar
Onde todos se encontravam




Ali passavam momentos
De saudade e alegria
Comprando coisas do norte
Que um e outro trazia
Fazendo reunião
No ponto da condução
De quem vinha e de quem ia [...]




Para matar as saudades
A feirinha era um consolo
Fava, feijão e farinha
Beiju, tapioca e bolo
Rapadura e requeijão
Alpargata e cinturão
Cachimbo e fumo-de-rolo




Chinelo e chapéu de couro
Maleta feita de sola
Alçapão pra passarinho
Colher de pau e gaiola
Apareceu folheteiro
Depois chegou sanfoneiro
E cantador de viola




Café e sarapatel
Pamonha e milho cozido
Ribaçã, carne-do-sol
Mel de abelha garantido
Feijão verde do sertão
Dando a gente a impressão
Que o norte estava chovido




Um pedaço do nordeste
Se via na Guanabara
Tinha até gente do sul
Conhecida pela cara
Uns vinham pra conhecer
Um comprar outro vender
Na feira dos paus-de-arara [...]




O Prefeito Cesar Maia
É grande admirador
Do caboclo nordestino
Honesto e trabalhador
Disse assim desta maneira
Eu vou dar a esta feira
Seu merecido valor




Vendo aquele Pavilhão
A anos desativado
Disse, não pode ficar
Este prédio abandonado
Vou tirá-lo da ruína
Para a Feira Nordestina
Vou construir um mercado [...]




No espaço grandioso
Fez a obra de primeira
Uma praça organizada
Com barracas em fileira
Cada, com sua extensão
Obedece a posição
De cada rua da feira




As ruas todas têm nomes
De pessoas de valor
Como diversos artistas
Cordelistas, cantadores
Alguns mortos, outros vivos
Uns que foram primitivos
Desta feira os fundadores




Tem a praça dos artistas
Cordelistas, e violeiro
O espaço do forró
Com o melhor sanfoneiro
Que no baião se destaca
Tem água em toda barraca
Com telefone e banheiro




A obra de César Maia
É atraente e granfina
A beleza arquitetônica
Nos encanta, nos fascina
Em qualquer ponto de vista
Vai atrair o turista
Para a Feira Nordestina




Quem já viu o Pavilhão
Em lixeira transformado
E hoje vê-lo tornar-se
No mais moderno mercado
Será do sertão a praia
O nome de Cesar Maia
Eternamente lembrado



Cantador, repentista, cordelista, violeiro e poeta, Mestre Azulão nasceu em Sapé da Paraíba (PB) e veio para o Rio de Janeiro com 17 anos. Herdou o apelido de Azulão de outro cantador, cujas toadas aprendeu aos 7 anos. Mestre Azulão é a memória viva da Feira dos Nordestinos, sendo um dos fundadores. Sua produção de cordel já atinge mais de 300 livros e já cantou na Europa e nos Estados Unidos. Morador de Japeri, Mestre Azulão tem três filhos, um de cada casamento.
 

Fotos do editor do blog tiradas na Feira de São Cristóvão em 2006, 2008 e 2012, estas últimas após as obras de revitalização que deixaram a feira mais bonita do que nunca (e mais cheia de gente também). Para mais informações visite o site da Feira de São Cristóvão. Clique no marcador "São Cristóvão" abaixo para ver outras postagens sobre esse histórico bairro carioca. E para terminar um pequeno vídeo amador com uma palinha do forró que rola lá na feira.


14.5.12

COM REJANE SOBREIRA MINATO EM SÃO CRISTÓVÃO

Corcovado visto (por uma nesga) da casa de Rejane.

REJANE SOBREIRA MINATO, museóloga, poetisa e pintora, reside há três décadas em uma casa antiga na Rua São Januário, no Bairro Imperial de São Cristóvão. Seu poema Casarão pode ser apreciado no meu outro blog, o Sopa no Mel, clicando aqui. Rejane é autora de uma monografia sobre o bairro, ROTEIRO DE FRAGMENTOS HISTÓRICOS DO BAIRRO DE SÃO CRISTÓVÃO, com a qual obteve o grau de bacharel em Museologia, e que está disponível no Google Docs (para acessar clique aqui). 

Rejane gentilmente me conduziu (na companhia do arquiteto Helio Brasil, autor do livro São Cristóvão  clique em seu nome no menu da direita para conhecer suas contribuições a este blog) por um passeio nas imediações da casa dela, onde muitas surpresas me aguardavam, que sozinho eu dificilmente descobriria. As fotos resultantes estão aqui expostas. Os textos entre aspas são trechos de sua monografia.

Duas casas na Ladeira São Januário.

Igreja de São Januário e Santo Agostinho na Rua São Januário, 249, inaugurada em 1947. Uma igreja singular no Rio pelo teto e paredes da nave recobertos de afrescos com efeito trompe-l'oei dando a impressão de alto-relevo. Também dignos de nota os vitrais e quadros dos passos da Paixão.

Interior da igreja (colagem).  

"Antes mesmo de ser solucionado o problema da ocupação francesa, Estácio de Sá doou à Companhia de Jesus uma imensa sesmaria no Recôncavo da Guanabara, que se estendia do Rio Comprido até Inhaúma, legitimada, em 1568, pelo Governador Geral Mem de Sá, ao Colégio dos Jesuítas que, naquela ocasião, situava-se no Morro do Castelo. Esta sesmaria incluía a Fazenda do Engenho Velho, do Engenho Novo e de Santa Cruz além da Fazenda de São Cristóvão, onde os jesuítas tinham suas plantações de cana-de-açúcar e criações de gado. Considerada a ordem mais rica da cidade, a influência dos jesuítas estava presente não só na educação, mas também na vida política e econômica."

Casarão na Rua São Januário, 201 onde funciona a Interclin Clínica Médica.

"O acesso à Fazenda de São Cristóvão era difícil em virtude de sua topografia 'semianfíbia', caracterizada por grandes alagados, pântanos, morros, praias, rios, além de uma grande floresta. Embora os jesuítas tenham sido os pioneiros na ocupação da várzea e da penetração no sertão carioca, somente por volta de 1627 começaram a ocupação efetiva da fazenda edificando, inicialmente, uma igrejinha à beira da praia dedicada à São Cristóvão, padroeiro dos viajantes, nas proximidades do caminho que servia de ligação entre a cidade e o interior fluminense."


Art déco. Antiga fábrica de cosméticos, atual depósito da Polícia Federal, na Rua São Januário, esquina com Rua Carneiro de Campos.

"Um dos principais lotes ocupados seria de importância vital para todo o desenvolvimento do bairro. Foi comprado pelo rico comerciante português, Antônio Elias Lopes e transformado numa chácara que recebeu o nome de Quinta da Boa Vista, em virtude da bela paisagem que a circundava. Na parte mais elevada do terreno foi construída a sede da chácara, um imenso casarão de dois pavimentos que logo passou a ser considerada a melhor residência da cidade."


Contraste arquitetônico.

"Por este motivo foi presenteada, por Elias Lopes, ao Príncipe D. João, quando este chegou ao Rio de Janeiro, no início do século XIX. Aceita a oferta D. João instalou-se na residência logo que a recebeu, tornando-a o verdadeiro centro da monarquia portuguesa. A família de Bragança instalou-se na Quinta da Boa Vista ainda em 1808, conferindo ao bairro de São Cristóvão o status de real, ou seja, aristocrático da cidade."


Casarão classicizante na Rua São Januário, quase na esquina com a Rua Teixeira Júnior.

"Foram feitas benfeitorias que a nova condição exigia datando, desta época, os primeiros melhoramentos na infra-estrutura do novo bairro e de suas imediações. Os pântanos, ainda existentes, foram aterrados e abertas novas ruas. Durante todo o século XIX o bairro de São Cristóvão passou por grandes transformações políticas, econômicas e sociais. A partir de 1850, com o progresso da cafeicultura, os ricos “barões do café” enriqueceram a cidade com seus palacetes neoclássicos e todas as benfeitorias implantadas na cidade foram rapidamente levadas para o bairro onde habitava a elite."


Casarão com elementos art-nouveau na Rua São Januário, perto do Vasco da Gama.

"Com a Proclamação da República, em 1889, o bairro, impactado pelos acontecimentos políticos vinculados à consolidação do novo regime, sofreu rápida transformação. A aristocracia, pouco a pouco, foi deixando seus palacetes em São Cristóvão e mudando-se para outros mais elegantes na Tijuca e em Botafogo. O Palácio da Quinta foi abandonado pelos republicanos que adotaram como sede do governo o Palácio Itamarati e, posteriormente, o Palácio do Catete."


Rua Dom Carlos, esquina com Rua São Januário (pertinho do Vasco da Gama).

"A modernização do porto, uma das etapas importantes da Reforma Pereira Passos, tinha como objetivo atender ao volume de mercadorias, implicando na demolição de trapiches e aterro de enseadas. Como consequência, o bairro de São Cristóvão perdeu a região praieira, ligando-se diretamente com a Avenida Rodrigues Alves. Isto contribuiu para o surgimento de favelas em virtude do altíssimo número de desabrigados."


Chalés na Rua Cel. Cabrita.

Prédio de curva. À esquerda subida do Morro do Tuiuti.

A praça é do povo... (Praça Alfredo Machado, ex-Praça Elisa Cyleno)

Bar com águia no topo na esquina das ruas Tuiuti com Curuzu.

Pavilhão de São Cristóvão e Igreja de São Januário vistos da Rua da Liberdade ao cair da tarde.

Casario na Rua da Emancipação.

27.10.09

COM HELIO BRASIL EM SÃO CRISTÓVÃO

Ao falar de São Cristóvão, sou tentado por graves pecados: bairrismo (em muitos sentidos), saudosismo e fantasia da memória. Confesso tropeçar na linha limite entre a nostalgia e as lembranças. São Cristóvão está ligado à minha adolescência, época da vida em que geralmente as paisagens triviais são coloridas pela juventude, embelezando um quadro irrecuperável no presente. Peço desculpas se, utilizando as tintas da saudade, volto ao bairro retomando cores do passado.

O leitor me acompanhe em imaginárias caminhadas, avalie onde está a história e, sobretudo, me releve a tentação de falar dos dias em que o bairro ainda não fora injuriado por intervenções desastrosas. Se ao fim deste livro estiver convencido de que
São Cristóvão encerra muito da história do Rio de Janeiro e, sem exageros, do Brasil, estarei satisfeito.


(Helio Brasil,
São Cristóvão, Relume Dumará, pág. 14. Legendas das fotos a seguir — exceto textos entre colchetes — extraídas deste maravilhoso livro.)


A grande intervenção paisagística da Quinta [da Boa Vista] ocorre na segunda metade do século XIX, quando Pedro II incumbe o francês (nunca nos faltaram franceses para embelezar o Rio) Auguste François Marie Glaziou, como Diretor dos Parques e Jardins da Casa Imperial, de dar o toque artístico nos jardins do parque. O traço do francês já se fizera presente no Passeio Público e Campo de Santana. (pág. 115)


Proclamada a República, o palácio [imperial] abrigou a Assembléia Constituinte e, a partir de 1892, torna-se o Museu Nacional. [...] O Acervo do Museu é notável, sobretudo as peças tão caras ao imperador, ligadas à arqueologia. (págs. 114-5)


Descendo a Fonseca Teles encontraremos o Bairro de Santa Genoveva (na verdade, um minibairro), um conjunto residencial com arruamento ajustado à topografia do morro denominado do Breves. (pág. 78)


Não faltou ao núcleo uma capela devotada a Santa Genoveva, protetora de Paris. Convém lembrar que até a Segunda Guerra Mundial ainda éramos muito afrancesados em gostos e em nomenclaturas. (pág. 79)


Por trás do campo de São Cristóvão, na rua General Bruce, ergue-se no morro de São Januário, desde 1921, o Observatório Nacional, transferido do morro do Castelo. A visita ao local, principalmente agora em que lá foi criado o Museu da Astronomia, nos deixa maravilhados com o prédio principal [foto] e...


...as cúpulas onde estão instalados os telescópios, É imperdível a beleza da área verde do terreno, a cavaleiro do bairro. (pág.71)


Caminhando para o Campo de São Cristóvão, visite o prédio neogótico do Educandário Gonçalves de Araújo. Deixe-se encantar pelos jardins cuidados à frente do edifício. Espante-se com o caprichoso tratamento das escadas e não deixe de ver a capela interna. (pág. 104)

[Educandário visto do Observatório]


Para tornar-se cristão foi aconselhado a servir ao próximo. Dedicou-se a ajudar viajantes na passagem de um caudaloso rio, carregando-os nos ombros. Certo dia um menino solicitou seus serviços, e Réprobo, ao desincumbir-se deles, surpreendeu-se. Somente com enorme esforço, arrastando inesperado peso entre águas revoltas, concluiu a travessia, deixando a criança a salvo na outra margem. Foi-lhe então revelado que transportara em seus ombros o próprio filho de Deus e, conseqüentemente, os pecados dos homens por ele redimidos. A partir dali, batizado, ganhou o nome de Cristóvão (Cristophoros - o que carrega Cristo). (págs. 17-18)


[São Roque] é festejado em 16 de agosto, com a retumbância de fogos de artifício que faziam rubros os céus do bairro e trêmulos os nossos muros, forte tradição do bairro. (pág. 78)



Visite a casa da marquesa de Santos, a Domitila de Castro Canto e Melo, que tanto trabalho deu à corte do Primeiro Reinado. Saiba que a construção é um dos exemplares da arquitetura neoclássica no Rio de Janeiro e tem em seus interiores belos trabalhos de artistas importantes. [...] É hoje o Museu do Primeiro Reinado. (págs. 107/109)


Em frente à escola [Nilo Peçanha] está o Museu Militar Conde Linhares, o Museu de Artilharia. O edifício abrigava os cursos de preparação de oficiais da reserva (CPOR). (pág. 76)


Ao lado [do Hospital Quinta D'Or], no mesmo terreno, uma centenária e modesta capela dedicada a São Francisco de Paula. [...] A capela é pequena e o que encanta são sua singeleza e o desenho neogótico. [...] Revi, emocionado, os velhos santos. São José, São Luiz Gonzaga... Não sei se me reconheceram. Notei em um dos anjos tocheiros um leve sorriso de desdém... [págs. 81-2, 85, 87)


[O Pavilhão] serviu para exposições durante algum tempo e, depois, esteve prestes a ser demolido. Foi salvo pela instalação oportuna da feira no seu interior, ganhando especial colorido com as comidas típicas, as músicas e os festejos que tanto falam à alma brasileira então lá preservados. Tudo ali recorda os primeiros momentos em que nordestinos chegavam no Campo em seus transportes arriscados para tentar a sorte na grande cidade que ajudaram a construir. (pág. 105)


O Campo de São Cristóvão, de fundamental importância para o bairro, é considerado seu centro geográfico. No início do século XX o Campo mereceu reforma caprichada do governo Pereira Passos. [...] Na grande praça, restam o coreto e o mictório, equipamentos muito comuns e típicos nas praças brasileiras. (págs. 63/65)


O Zoológico é uma grande conquista do bairro e fator de valorização para o parque e para o Rio de Janeiro. O projeto de suas instalações originais nos idos de quarenta é do arquiteto David Azambuja.


Postagem originalmente publicada em 21/7/06. Fotos do editor do blog. Para acessar uma monografia de Rejane Sobreira Minato sobre a história do bairro de São Cristóvão clique aqui. Para ver outras postagens sobre São Cristóvão clique no marcador abaixo.