ENSEADA DE BOTAFOGO

ENSEADA DE BOTAFOGO
"Andar pelo Rio, seja com chuva ou sol abrasador, é sempre um prazer. Observar os recantos quase que escondidos é uma experiência indescritível, principalmente se tratando de uma grande cidade. Conheço várias do Brasil, mas nenhuma tem tanta beleza e tantos segredos a se revelarem a cada esquina com tanta história pra contar através da poesia das ruas!" (Charles Stone)

VISTA DO TERRAÇO ITÁLIA

VISTA DO TERRAÇO ITÁLIA
São Paulo, até 1910 era uma província tocada a burros. Os barões do café tinham seus casarões e o resto era pouco mais que uma grande vila. Em pouco mais de 100 anos passou a ser a maior cidade da América Latina e uma das maiores do mundo. É pouco tempo. O século XX, para São Paulo, foi o mais veloz e o mais audaz.” (Jane Darckê Avelar)
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1.2.11

FORTE DUQUE DE CAXIAS (FORTE DO LEME)



O Forte Duque de Caxias teve origem no Forte do Vigia, construção do século XVIII. A necessidade de defender a Cidade dos ataques de navios piratas fez com que os morros fossem ocupados militarmente.

O Morro do Vigia do Leme teve então o Forte instalado em seu cume devido à visão privilegiada da entrada da Baía da Guanabara e da praia de Copacabana.

O Forte foi guarnecido pela Companhia dos Dragões de Minas, onde servia o Alferes Joaquim José da Silva Xavier — o Tiradentes — poucos dias antes de sua prisão, em 1789.

O Forte atual, construído entre 1913 e 1919, com tecnologia e equipamentos alemães, foi tombado pelo Conselho Municipal de Cultura em 1987.


Entrada do forte Duque de Caxias (mais conhecido como Forte do Leme) no final do bairro do Leme. Vale a pena fazer uma visita e subir ao alto do Morro do Leme.

Em frente ao forte a estátua do Patrono do Exército, o Duque de Caxias.

Na subida do morro do Leme o visitante contempla as quinze estações da Via Sacra num belo trabalho da artista M Azeredo: "Esculpir a Via Sacra foi para mim um privilégio inesquecível. [...] Como artista sou apenas uma intermediária da interpretação desses acontecimentos."

O panorama vai aos poucos se revelando.

O forte no alto do morro.

Canhões.

Cidade Maravilhosa: morros do Urubu, Urca e Pão de Açúcar vistos do alto do Morro do Leme.

Salve lindo pendão da esperança: da praia lá em baixo a gente vê a bandeira no alto do morro, mas muitos nem imaginam que podem subir até lá.

Panorama num dia nublado de primavera.

O Leme lá embaixo: contraste favela versus asfalto.

Cristo, bandeira, favela, prédios.

A saída. Observe a criança brincando com bala de canhão. Fotos do editor do blog. 



Uns meses depois dessa primeira visita ao Forte, retornei num domingo ensolarado. O resultado pode ser visto aqui. 

Em novembro de 2020, ou seja, nove anos depois das duas visitas iniciais, voltei ao forte e fiz um vídeo:

14.1.10

RIO VISTO DO ALTO III


Bem no início de seu livro Centro (coleção Cantos do Rio da Editora Relume-Dumará), Antônio Torres descreve a vista deslumbrante do alto do edifício Conde Pereira Carneiro (Av. Rio Branco, 110 — 133 metros, 43 andares). Nunca subi ao alto desse prédio, nem sei se me deixariam entrar. Mas outro dia tive a oportunidade de subir ao vigésimo-sétimo andar de um prédio também alto e que não fica muito distante: o antigo prédio do Banerj, na Rua da Ajuda, com 115 metros e 34 andares, hoje ocupado por órgãos do governo do estado. Compartilho com vocês as fotos tiradas pelas janelas e trecho do livro do Antônio Torres.

Esplanada do Castelo (primeiro plano) e Baía da Guanabara. Observe (da esquerda para a direita) a ponte Rio-Niterói, Ilha das Cobras, Ilha Fiscal, um catamarã vindo de Niterói e o Albamar.

Edifício Cândido Mendes (o prédio grandão e pretão, com 154m), Igreja de N.S. do Carmo (à esquerda do prédio grandão, só se veem as duas torres) e a Ilha das Cobras atrás. No fundo dá para ver a Serra do Mar.

Trecho do livro Centro de Antônio Torres:

É aqui, da sacada do último andar, que o personagem desta história vai dar uma olhada na cidade, antes de partir para a sua caminhada até o Santos Dumont. O panorama visto de cima é apavorantemente fascinante. Entrecortado por arranha-céus tentaculares — entre os quais se destaca o megalômano Centro Cândido Mendes — , ao primeiro olhar já dá uma boa medida dos embates travados entre a construção civil e a natureza, desde que a cidade, fundada por Estácio de Sá no sopé do Pão de Açúcar no dia 1o de março de 1565, foi transferida por seu tio Mem de Sá para o morro do Castelo, em 1567. Tudo começa aí. E com 200 habitantes urbanos. Nas batalhas pela sua posse e ocupação, nem só os donos da terra — tamoios, tupinambás e tupiniquins — foram varridos do mapa. Mas também morros, lagoas, charcos, mangais, pântanos e pedaços do mar.

Cá estamos: com a respiração em suspenso e uma incontrolável tremedeira nas pernas. A contemplar, sobre telhados de amianto e antenas parabólicas, uma paisagem paradisíaca. A baía de todos os tráficos, porta de entrada de piratas, corsários, mercadores de escravos e tudo o mais que possamos imaginar. Barcos partindo e chegando, aviões descendo, carros passando sobre a maior ponte urbana do mundo. Aqui de cima há muito o que se mirar.

Praça Melvin Jones.

Avenida Rio Branco (só o traçado, a avenida propriamente dita não se vê).

Largo da Carioca, Convento e Igreja de Santo Antônio, Igreja de São Francisco da Penitência, Rua da Carioca (com a Praça Tiradentes no final) e Edifício De Paoli (à direita).

Está vendo a torre da Central do Brasil? À direita o edifício De Paoli.

Observe o aeroporto Santos Dumont.

Selva de Pedra (fotos do editor do blog; para ver outras postagens semelhantes, clique no label "Rio visto do alto" abaixo).

17.12.09

RIO DAS ALTURAS

FOTOS AÉREAS DE NILO LIMA


RIO DAS ALTURAS: Assim se chama o livro recém-publicado pela Editora Andrea Jakobson com fotos deslumbrantes, tiradas de helicóptero por Nilo Lima. Em seu site Das Alturas, diz Nilo: “Há mais de 10 anos, fotografar voando tem sido minha paixão. Adoro as nuvens, a sensação do vôo, as cores do Rio e o clique da minha Nikon.” As fotos desta postagem são de um PPS (slides do Power Point) que circulou pela Internet. Outras fotos, disponibilizadas para uso não-comercial, você encontra em Das Alturas. Para mais informações sobre o livro clique aqui.










10.1.07

RIO VISTO DO ALTO II

Na postagem RIO VISTO DO ALTO deste blog, vimos que existem várias maneiras de ver a cidade de cima: subindo um morro de trem (Corcovado), teleférico (Pão de Açúcar), bonde (Santa Teresa), a pé (Parque da Catacumba), de carro... Subindo escadas (Igreja da Penha). Praticando vôo livre. Sobrevoando a cidade de helicóptero. No computador por meio do Google Earth.


Uma maneira moderna de contemplar a Cidade Maravilhosa: do alto de um shopping. No Botafogo Praia Shopping, inaugurado em 1999 no antigo prédio da Sears, a primeira loja de departamentos do Rio, temos uma vista deslumbrante da Enseada de Botafogo e Pão de Açúcar, do terraço da Praça de Alimentação.


Enseada de Botafogo e Pão de Açúcar vistos do terraço do Botafogo Praia Shopping


Enseada de Botafogo

Do terraço e estacionamento do recém-inaugurado e pós-moderno Shopping Leblon, uma visão privilegiada da Lagoa, Corcovado, Jardim de Alá, Ipanema e Leblon. Diz a Veja Rio de 6 de dezembro passado: "O Shopping Leblon [tem] 190 lojas em quatro andares e um prédio de oito andares para escritórios. Construído sobre uma rocha, traz para o Rio lojas como Armani, ExchExchange, Ferragamo, Miéle, e restaurantes como Payard e Ráscal. Na Cruzada São Sebastião, conjunto habitacional [idealizado por Dom Hélder Câmara e para onde foram transferidos moradores de favelas erradicadas em meados da década de 1950] ao lado do shopping, foi investido 1,1 milhão de reais em obras de recuperação de fachadas e em cursos profissionalizantes para seus moradores."



Estacionamento do Shopping Leblon e Corcovado



Corcovado e Lagoa Rodrigo de Freitas



Lagoa com árvore de Natal; em primeiro plano, a Cruzada


Cruzada São Sebastião (primeiro plano) e Ipanema



Jardim de Alá (separando Ipanema do Leblon)



Jardim de Alá e Ipanema


Jardim de Alá e praias de Ipanema (esquerda) e Leblon (direita)

Fotos de Ivo & Mi.

29.6.06

RIO VISTO DO ALTO

Existem várias maneiras de ver o Rio de cima: você pode morar na encosta de um morro. Ou pode subir um morro: de trem (Corcovado), teleférico (Pão de Açúcar), bonde (Santa Teresa), subindo uma trilha a pé (o Parque da Catacumba, na Lagoa, é uma boa pedida), de carro (são tantas as opções de mirantes no Rio), subindo escadas (Igreja da Penha). Ou pode praticar vôo livre. Ou sobrevoar a cidade de helicóptero. Ou sonhar que está voando. Pode comprar o livro Rio das Alturas com fotos magníficas de Nilo Lima tiradas de helicóptero. Ou — se não quiser sair de casa — pode sobrevoar o Rio virtualmente no seu computador por meio do Google Earth, fazendo mil e uma piruetas, dando uma de Superman dos quadrinhos. Quer ver como é irado?


Você — que é o Superman, mas prometo não revelar sua identidade secreta — sobrevoa o estado do Rio de Janeiro a 360 quilômetros - a altura da Estação Espacial Internacional (o marcador amarelo indica a Baía da Guanabara, pequenininha).


Agora você desce à altura de um avião a jato (11 km). Dá para ver a Lagoa (marcador), com o Jóquei à sua esquerda, as praias de Ipanema, Copacabana, a enseada de Botafogo, o Aterro do Flamengo (marcador), até o Maracanã (marcador).


A quatro quilômetros de altitude em cima de Ipanema (o marcador indica o Arpoador).


Com seu olhar telescópico, consegue ver uns surfistas indo para o Arpoador.


Você dá um rasante por Copacabana (marcador: Praça do Lido)...


...sobrevoa o Leme e a Urca (marcadores)...


...o Aterro do Flamengo (marcador: Marina da Glória)...


...e chega ao Centro. Olha lá a Praça Tiradentes, a Catedral e o Teatro Municipal (marcadores)!


Que tal descer na Lapa?


Você prefere a Cinelândia... (marcadores: Teatro Municipal, Museu de Belas Artes e Biblioteca Nacional)...


...e vai tomar seu chope no Amarelinho que ninguém é de ferro (nem mesmo o Superman)!

Fotos aéreas por satélite obtidas no Google Earth. Texto e fotos terrestres do editor do blog.