

Meu amigo Chico — o da foto acima, que foi quem apresentou o Catumbi ao blog (ver Você Tem Medo do Catumbi?) — foi parar no Grajaú devido a uma paixão à primeira vista... apaixonou-se por uma loja lá, onde abriu seu comércio de móveis antigos (Rua Alexandre Calaza, 309A). Alguns bairros cariocas diferem do "padrão", têm uma "aura" própria. Caso de Santa Teresa, da Urca. Pois o Grajaú seria (não fossem alguns motoqueiros de uma favela próxima que andam assaltando por lá — alô polícia!) uma espécie de Urca da Zona Norte: um recanto tranqüilo, sem engarrafamento, bonitas casas ajardinadas, ruas europeiamente limpas.


Escreve Márcia Pereira Leite em sua tese Grajaú, Memória e História: Fronteiras Fluidas e Passagens: “O Grajaú, bairro situado na zona norte do Rio de Janeiro, próximo à Tijuca, é usualmente referido como um local muito aprazível, com casas ajardinadas, ruas largas e arborizadas e clima agradável. Com uma área de 584,2 hectares e 37.609 habitantes, é um bairro residencial, valorizado por seus moradores por conservar elementos de cidade do interior em suas relações de vizinhança e na tranqüilidade de suas ruas.”


À semelhança da Urca, o Grajaú foi planejado, resulta de loteamentos. Escreve Márcia na tese citada: “O Grajaú surgiu em um vale, conhecido como Vale dos Elefantes, ao sopé do Maciço da Tijuca e, mais especificamente, da Serra do Andaraí, onde se encontra a Pedra Perdida do Andaraí, popularmente conhecida como Pico ou Bico do Papagaio, que constitui um dos símbolos do bairro. Sua origem, nas primeiras décadas [do século XX], foram dois grandes loteamentos realizados no antigo arrabalde do Andaraí Grande, que incorporaram terras de fazendas de café à malha urbana da cidade.” (Para ler o artigo completo da Márcia, clique aqui.)







Fotos do editor do blog. Uma dica final: eisbein como o do Enchendo Lingüiça só mesmo na Alemanha.