ENSEADA DE BOTAFOGO

ENSEADA DE BOTAFOGO
"Andar pelo Rio, seja com chuva ou sol abrasador, é sempre um prazer. Observar os recantos quase que escondidos é uma experiência indescritível, principalmente se tratando de uma grande cidade. Conheço várias do Brasil, mas nenhuma tem tanta beleza e tantos segredos a se revelarem a cada esquina com tanta história pra contar através da poesia das ruas!" (Charles Stone)

VISTA DO TERRAÇO ITÁLIA

VISTA DO TERRAÇO ITÁLIA
São Paulo, até 1910 era uma província tocada a burros. Os barões do café tinham seus casarões e o resto era pouco mais que uma grande vila. Em pouco mais de 100 anos passou a ser a maior cidade da América Latina e uma das maiores do mundo. É pouco tempo. O século XX, para São Paulo, foi o mais veloz e o mais audaz.” (Jane Darckê Avelar)

1.7.11

MARACANÃ EM OBRAS

O "Maraca" visto da passarela de acesso ao metrô.

Maracanã, Estádio de Atletismo Célio de Barros e Corcovado ao fundo (direita).



Projetado em 1948 pelos arquitetos Antonio Dias Carneiro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Raphael Galvão, o "Maraca" foi inaugurado em 16 de junho de 1950, com o jogo entre as seleções dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, vencido pelos paulistas pelo placar de 3x1. O primeiro gol do monumental estádio foi marcado pelo jogador Didi, célebre meio armador e jogador do Botafogo de Futebol e Regatas e das Seleções Brasileiras de 1954, 1958 e 1962. Vale destacar que foi marcado neste estádio o famoso milésimo gol do rei Pelé.

Construído em uma área de 195.600 metros quadrados (área construída: 118.459 m2; área livre: 77.141 m2), na sua edificação trabalharam 11.000 operários, tendo sido consumidos mais de 500.000 sacos de cimento e 10.000 toneladas de ferro na armação da estrutura. Seu formato é de uma falsa elipse, seu perímetro externo mede 944 metros, sua altura é de 32 metros e sua capacidade, à época da inauguração, era de 166.369 espectadores.

O Complexo Esportivo do Maracanã, além do Estádio Jornalista Mário Filho, compreende o Estádio de Atletismo Célio de Barros, o Parque Aquático Júlio Delamare e o Ginásio Gilberto Cardoso, mais conhecido como Maracanãzinho, inaugurado em outubro de 1954 para o campeonato mundial de basquete e com capacidade para quase 20.000 espectadores. Abriga também shows e atividades sociais.

O Maracanã está em reforma para se adequar às exigências da FIFA para a Copa de 2014, devendo reabrir no final de 2012 com cara nova. O Centro de Visitação continua funcionando, mas o acesso foi transferido para o portão 18. 


Parece o Coliseu de Roma...



Garrincha, Alegria do Povo (busto no Centro de Visitação)

1.6.11

INSTITUTO OSWALDO CRUZ (MANGUINHOS)

O Castelo Mourisco

Eclético, o castelo mescla duas ou mais tendências de estilo e decoração, sendo um dos poucos edifícios neomouriscos ainda existentes no Rio de Janeiro. É o principal componente do núcleo arquitetônico histórico de Manguinhos, e começou a ser construído em 1905, quando as obras do Prédio do Relógio e da Cavalariça já estavam concluídas.

O projeto foi encomendado a Luiz Moraes Júnior por Oswaldo Cruz, depois de se conhecerem em uma das muitas viagens que fizeram juntos nos vagões do trem da Leopoldina, quando o arquiteto coordenava obras de reforma da Igreja da Penha. Português, ele imigrou para o Brasil em 1900, a convite do vigário-geral, padre Ricardo, e cuidou da reestruturação e embelezamento das fachadas, concluídas em 1902. Morreu no Rio de Janeiro em 1955, aos 87 anos.

Busto de Oswaldo Cruz diante do Castelo Mourisco

Detalhe (abaixo)

Detalhe (acima)

O croqui inicial de um prédio com dois pavimentos e duas torres foi feito por Oswaldo Cruz e, a partir dessa ideia, o arquiteto chegou ao projeto final. O castelo foi estrategicamente construído sobre uma das colinas da região, de modo a ser avistado de longe, e obedece a uma disposição que permite melhor aproveitamento dos ventos e do sol.

O estilo neomourisco inspira-se no Palácio de Alhambra, de Granada, ao sul da Espanha. Os materiais usados na construção e no acabamento foram importados da Europa, bem como a mão-de-obra, constituída de operários portugueses, espanhóis e italianos, chefiados por um austríaco. O edifício foi equipado com o que havia de mais moderno na época, como o seu elevador — o mais antigo ainda em funcionamento no Brasil —, os sistemas de telefonia e refrigeração, o relógio e os termômetros centrais. Os equipamentos elétricos funcionavam a partir de um gerador, já que as linhas de energia elétrica da Light só chegariam a esta região na década de 1920. Foi concluído em 1918, um ano depois da morte de Oswaldo Cruz, no dia 12 de fevereiro de 1917.

Diversas obras de restauro foram realizadas a partir de 1988, sendo objeto permanente de preservação.

Torre posterior

Porta e arabescos em estuque

Arabescos em estuque

Azulejos em alto-relevo

Piso em mosaico

Piso em mosaico

Panorama

Trenzinho da Ciência chegando no Castelo Mourisco 

Terraço

Porta

Trenzinho da Ciência diante do Castelo Mourisco

Calçada de pedras portuguesas

Museu da Vida

Endereço: Av. Brasil, 4.365 — campus da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) — Manguinhos.

Site: www.fiocruz.br (clique em Museu da Vida na coluna colorida)

Horário: Terça a sexta, 9h às 16h30; sábado, 10h às 16h. Nos dias úteis as visitas devem ser agendadas pelo telefone 2590-6747 ou e-mail recepcaomv@coc.fiocruz.br. Aos sábados e durante dezembro, janeiro e fevereiro não é necessário o agendamento.

Ingresso: Entrada franca.

Como chegar: Se você está em Copacabana, pegue a linha 483 (Penha-Copacabana), 484 (Olaria-Copacabana) ou 485 (Penha-General Osório). Se está em Laranjeiras, Catete, Glória ou no Centro, pegue o 497 (Penha-Cosme Velho). Quando o ônibus entrar na Avenida Brasil, observe que as passarelas de travessia de pedestres são numeradas. Depois que o ônibus transpuser a passarela 05, dê sinal de parada. O ônibus parará pertinho da passarela 06, por onde você atravessará a Avenida Brasil. Se preciso, peça orientação ao cobrador. Ao final da visita, quando você sair do Instituto, o ponto de ônibus fica a uns cem metros à direita.

24.5.11

POLICHINELO, SAMBA-CHORO DE 1936 DE GADÉ (OSVALDO CHAVES RIBEIRO) E ALMANIR GREGO, INTERPRETADO POR CARMEM MIRANDA



Polichinelo, meu Polichinelo
que eu ganhei num certo dia que o tempo levou
És a lembrança da felicidade
que alguém só por maldade me proporcionou

Tu representas um papel na vida
da minha infância querida que não volta mais
Tu és a causa deste meu grande tormento
Tu és o próprio alento dos meus tristes ais

Poli, Poli, Polichinelo, meu Polichinelo
que eu ganhei num certo dia que o tempo levou
És a lembrança da felicidade
que alguém só por maldade me proporcionou

Tu representas um papel na vida
da minha infância querida que não volta mais
Tu és a causa deste meu grande tormento
Tu és o próprio alento dos meus tristes ais

Da minha vida oh! Polichinelo
Ai, ai, ai, és o lenitivo
Das minhas dores oh! Polichinelo
Ui, ui, ui, és o lenitivo

Quando eu pressinto me fugir a calma
procuro em ti a distração da alma
Porque tu tens na tua fantasia
as lindas cores das palavras que ele me dizia

Poli, Poli, Polichinelo, meu Polichinelo
que eu ganhei num certo dia que o tempo levou
És a lembrança da felicidade
que alguém só por maldade me proporcionou

Tu representas um papel na vida
da minha infância querida que não volta mais
Tu és a causa deste meu grande tormento
Tu és o próprio alento dos meus tristes ais

Poli, Poli, Polichinelo, meu Polichinelo
que eu ganhei num certo dia que o tempo levou
És a lembrança da felicidade
que alguém só por maldade me proporcionou

Tu representas um papel na vida
da minha infância querida que não volta mais
Tu és a causa deste meu grande tormento
Tu és o próprio alento dos meus tristes ais

15.5.11

ARTES NA ESTRADA DO PONTAL & MUSEU DO PONTAL

Antiquário na Estrada do Pontal, 2160

Anúncio de aulas de pintura ao lado do antiquário

Ateliê na Estrada do Pontal, 2642

Mauro Hardman - Estrada do Pontal, 2411

Ateliê na Estrada do Pontal, 2447

Ateliê (detalhe da entrada)

Entrada do Museu Casa do Pontal, o mais significativo museu de arte popular do país. Estrada do Pontal, 3295 (Recreio dos Bandeirantes). Aberto de terça a domingo das 9h30 às 17h.


“O Brasil é o país que me acolheu, terra de gente que amei, de pessoas que admiro, terra onde plantei.”
Jacques Van de Beuque

A Casa do Pontal é considerada o mais significativo museu de arte popular do país. Seu acervo é composto por esculturas e modelagens feitas contemporaneamente por artistas populares de todas as regiões brasileiras. A coleção, o edifício, os jardins e a montagem da mostra foram projetados e executados pelo designer francês Jacques Van de Beuque, também responsável pela coleta das peças, no que investiu 50 anos de pesquisas e viagens. A exposição permanente é organizada por temas, percorrendo as atividades cotidianas, festivas, imaginárias e religiosas. Tombado em 1989 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural do Rio de Janeiro, o museu recebeu, em 1996, o prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que o reconheceu como "melhor iniciativa no país em prol da preservação histórica e artística de bens móveis e imóveis". Para ver um mapa do Google Maps da Estrada do Pontal e arredores clique aqui. Para mais informações visite o site do museu.

Museu Casa do Pontal

São Jorge - Manuel M.J.S. - Pernambuco

Vista da janela do segundo andar do museu. Observe a paisagem campestre na região, tão diferente do ambiente urbano predominante no Rio, e o reflexo das figuras de barro no vidro.

Figuras de barro

Xangô

“Como é que um homem, de outra cultura, um dia desembarca aqui, percorre o país, quase ponto por ponto, descobrindo, encontrando, recolhendo, organizando e, depois, instala ali aquelas figuras que são da criatividade popular, tudo com uma expressão tão sólida, tão forte. É tudo realmente um assombro! O que se reuniu na Casa do Pontal é inimaginável! Esse homem que fez essa coleção não era com certeza um turista, era um viajante, aquele que viaja para querer saber, para querer ver. Ele foi capaz de num ato de amor recolher e manter tudo aquilo exposto..." José Saramago

Escola de samba (detalhe) de Adalton Lopes, de Niterói

28.2.11

PROCUREI, de Isabel Corsetti



Nas colinas de São Francisco olhando pro Rio — passada a ponte — o mergulho em sol e mar. Na nave de Niemeyer já pousada na enseada. Em dois navios à espreita, no aguardo da partida.

No bondinho por sobre os arcos, subindo na paz de Santa, em todo aquele matagal e na barulhada da Colombo, em vespertino chá.

Em sinos do Rosário, em carrilhão com o Centro, nos barcos da Urca, nos mares do Leme, na paz do Arpoador. Em toda a modernidade da Barra e no azul de São Conrado. Nas praias douradas de Ipanema e Leblon, no vai-vem de Copa. No espiral da Lagoa, nas palmeiras do Jardim Botânico.

Na fênix do Pão-de-Açúcar, em rota de fuga.

Nos castelos do Flamengo, nas mansões de Botafogo, na subida do trenzinho rumo ao Cristo ─ emparedado.

Nos trens chicoteados, nos morros caídos, nos rios transbordados.

Nos gritos do Vidigal e Rocinha, no tiros do Alemão, Jacarezinho e Maré.

Nas mortes escondidas do Santa Marta, Pavãozinho e Cabritos.

Na Cidade que não é de Deus.

1.2.11

FORTE DUQUE DE CAXIAS (FORTE DO LEME)



O Forte Duque de Caxias teve origem no Forte do Vigia, construção do século XVIII. A necessidade de defender a Cidade dos ataques de navios piratas fez com que os morros fossem ocupados militarmente.

O Morro do Vigia do Leme teve então o Forte instalado em seu cume devido à visão privilegiada da entrada da Baía da Guanabara e da praia de Copacabana.

O Forte foi guarnecido pela Companhia dos Dragões de Minas, onde servia o Alferes Joaquim José da Silva Xavier — o Tiradentes — poucos dias antes de sua prisão, em 1789.

O Forte atual, construído entre 1913 e 1919, com tecnologia e equipamentos alemães, foi tombado pelo Conselho Municipal de Cultura em 1987.


Entrada do forte Duque de Caxias (mais conhecido como Forte do Leme) no final do bairro do Leme. Vale a pena fazer uma visita e subir ao alto do Morro do Leme.

Em frente ao forte a estátua do Patrono do Exército, o Duque de Caxias.

Na subida do morro do Leme o visitante contempla as quinze estações da Via Sacra num belo trabalho da artista M Azeredo: "Esculpir a Via Sacra foi para mim um privilégio inesquecível. [...] Como artista sou apenas uma intermediária da interpretação desses acontecimentos."

O panorama vai aos poucos se revelando.

O forte no alto do morro.

Canhões.

Cidade Maravilhosa: morros do Urubu, Urca e Pão de Açúcar vistos do alto do Morro do Leme.

Salve lindo pendão da esperança: da praia lá em baixo a gente vê a bandeira no alto do morro, mas muitos nem imaginam que podem subir até lá.

Panorama num dia nublado de primavera.

O Leme lá embaixo: contraste favela versus asfalto.

Cristo, bandeira, favela, prédios.

A saída. Observe a criança brincando com bala de canhão. Fotos do editor do blog. 



Uns meses depois dessa primeira visita ao Forte, retornei num domingo ensolarado. O resultado pode ser visto aqui. 

Em novembro de 2020, ou seja, nove anos depois das duas visitas iniciais, voltei ao forte e fiz um vídeo: