1.6.11

INSTITUTO OSWALDO CRUZ (MANGUINHOS)

O Castelo Mourisco

Eclético, o castelo mescla duas ou mais tendências de estilo e decoração, sendo um dos poucos edifícios neomouriscos ainda existentes no Rio de Janeiro. É o principal componente do núcleo arquitetônico histórico de Manguinhos, e começou a ser construído em 1905, quando as obras do Prédio do Relógio e da Cavalariça já estavam concluídas.

O projeto foi encomendado a Luiz Moraes Júnior por Oswaldo Cruz, depois de se conhecerem em uma das muitas viagens que fizeram juntos nos vagões do trem da Leopoldina, quando o arquiteto coordenava obras de reforma da Igreja da Penha. Português, ele imigrou para o Brasil em 1900, a convite do vigário-geral, padre Ricardo, e cuidou da reestruturação e embelezamento das fachadas, concluídas em 1902. Morreu no Rio de Janeiro em 1955, aos 87 anos.

Busto de Oswaldo Cruz diante do Castelo Mourisco

Detalhe (abaixo)

Detalhe (acima)

O croqui inicial de um prédio com dois pavimentos e duas torres foi feito por Oswaldo Cruz e, a partir dessa ideia, o arquiteto chegou ao projeto final. O castelo foi estrategicamente construído sobre uma das colinas da região, de modo a ser avistado de longe, e obedece a uma disposição que permite melhor aproveitamento dos ventos e do sol.

O estilo neomourisco inspira-se no Palácio de Alhambra, de Granada, ao sul da Espanha. Os materiais usados na construção e no acabamento foram importados da Europa, bem como a mão-de-obra, constituída de operários portugueses, espanhóis e italianos, chefiados por um austríaco. O edifício foi equipado com o que havia de mais moderno na época, como o seu elevador — o mais antigo ainda em funcionamento no Brasil —, os sistemas de telefonia e refrigeração, o relógio e os termômetros centrais. Os equipamentos elétricos funcionavam a partir de um gerador, já que as linhas de energia elétrica da Light só chegariam a esta região na década de 1920. Foi concluído em 1918, um ano depois da morte de Oswaldo Cruz, no dia 12 de fevereiro de 1917.

Diversas obras de restauro foram realizadas a partir de 1988, sendo objeto permanente de preservação.

Torre posterior

Porta e arabescos em estuque

Arabescos em estuque

Azulejos em alto-relevo

Piso em mosaico

Piso em mosaico

Panorama

Trenzinho da Ciência chegando no Castelo Mourisco 

Terraço

Porta

Trenzinho da Ciência diante do Castelo Mourisco

Calçada de pedras portuguesas

Museu da Vida

Endereço: Av. Brasil, 4.365 — campus da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) — Manguinhos.

Site: www.fiocruz.br (clique em Museu da Vida na coluna colorida)

Horário: Terça a sexta, 9h às 16h30; sábado, 10h às 16h. Nos dias úteis as visitas devem ser agendadas pelo telefone 2590-6747 ou e-mail recepcaomv@coc.fiocruz.br. Aos sábados e durante dezembro, janeiro e fevereiro não é necessário o agendamento.

Ingresso: Entrada franca.

Como chegar: Se você está em Copacabana, pegue a linha 483 (Penha-Copacabana), 484 (Olaria-Copacabana) ou 485 (Penha-General Osório). Se está em Laranjeiras, Catete, Glória ou no Centro, pegue o 497 (Penha-Cosme Velho). Quando o ônibus entrar na Avenida Brasil, observe que as passarelas de travessia de pedestres são numeradas. Depois que o ônibus transpuser a passarela 05, dê sinal de parada. O ônibus parará pertinho da passarela 06, por onde você atravessará a Avenida Brasil. Se preciso, peça orientação ao cobrador. Ao final da visita, quando você sair do Instituto, o ponto de ônibus fica a uns cem metros à direita.

10 comentários:

Rafael Soares disse...

Lindo! Acredita que ainda não o conheço pessoalmente?

Que outrtos exemplos de arquitetura neomourisca temos no Rio?

Até agora só me veio à cabeça a paróquia no Méier. Há outras?

Ivo Korytowski disse...

Da arquitetura neomourisca os únicos representantes no Rio são o "castelinho" do Instituto Oswaldo Cruz e a Basílica do Imaculado Coração de Maria no Méier.

Mariza Rebouças disse...

Amei a matéria sobre o Mourisco, uma construção linda e rara. E tem visitação, deve ser um programa dos bons.
Parabéns, seu blog não perde o brilho, o que garante a marca de 300 mil pessoas de bom gosto (estou no meio). (Comentário enviado por e-mail)

Carlos Pereira disse...

NÃO!!! Como deixar de apreciar esse magníco encanto de blog; coisa rara, destas que têm que ser lido tomando um chá. Estava lindo sobre o Castelo Mourisco, lembro quando criança vê-lo à distância da janela do veículo. Sempre achei um mistério esse castelo de Oswaldo Cruz - Um marco da ciência brasileira - Vou da próxima vez descer na passarela 6 da Av. Brasil para visitá-lo. (Comentário enviado por e-mail)

Emiliana disse...

Ivo...considero seu blog perfeito...
Sempre tive curiosidade sobre o castelo que abriga a Fundação Oswaldo Cruz... Obrigada por incluí-lo. (Comentário enviado por e-mail)

Paulo Tarso Barros disse...

Olá, Ivo, visitar seu blog é sempre uma viagem muito especial. Parabéns pelos 300 mil e mais alguns visitantes! (Comentário enviado por e-mail)

Ivo Korytowski disse...

Ocorreu-me outro representante do neomourisco no Rio: a fachada do antigo Cinema Palácio na Cinelândia, do arquiteto espanhol Morales de los Rios, mesmo projetista da Basílica no Meier. Ver http://www.rioecultura.com.br/coluna_patrimonio/coluna_patrimonio.asp?patrim_cod=47

Vera Dias disse...

Sensacional! Belas fotos e texto. Parabens.

Nerd de Batom disse...

Poxa cara... que post excelente!!!! Muito obrigada pela dica e pelos detalhes sobre o passeio. Seu blog é muito bom, não consigo parar de ler. Vou experimentar vários passeios com certeza. Abs

MCMartins disse...

Seu blog é maravilhoso e as fotos do Instituto Oswaldo Cruz estão magníficas. Cada preciosidade que temos neste nosso Brasil.
Cheguei até o seu blog pq acabei de ler o livro A vida imortal de Henrietta Lacks, que vc traduziu. Lindo, emocionante, fantástico.
Aqui no cantinho dedicado a ciência acho o lugar ideal para falar desse livro que é um tributo, acho eu, a doadora das cels HeLa. Abraços.