ENSEADA DE BOTAFOGO

ENSEADA DE BOTAFOGO
"Andar pelo Rio, seja com chuva ou sol abrasador, é sempre um prazer. Observar os recantos quase que escondidos é uma experiência indescritível, principalmente se tratando de uma grande cidade. Conheço várias do Brasil, mas nenhuma tem tanta beleza e tantos segredos a se revelarem a cada esquina com tanta história pra contar através da poesia das ruas!" (Charles Stone)

VISTA DO TERRAÇO ITÁLIA

VISTA DO TERRAÇO ITÁLIA
“São Paulo, até 1910 era uma província tocada a burros. Os barões do café tinham seus casarões e o resto era pouco mais que uma grande vila. Em pouco mais de 100 anos passou a ser a maior cidade da América Latina e uma das maiores do mundo. É pouco tempo. O século XX, para São Paulo, foi o mais veloz e o mais audaz.” (Jane Darckê Avelar)

30.9.11

SUBÚRBIOS CARIOCAS

Festa da Penha: Lavagem da escadaria

Feijoada da família portelense

Botequim no Riachuelo

Subúrbio é coisa relativa. O que era subúrbio (ou "arrabalde" na terminologia da época) no tempo do Império com a expansão da cidade deixou de ser. Por exemplo, no Cap. XVIII de Lucíola (1862), de José de Alencar, lemos: “Não saía mais durante o dia; à noite pedia-me que a levasse a algum arrabalde distante da cidade, à Lagoa, ou ao Cosme-Velho.”

Durante grande parte do século XX, chamaram-se subúrbios os bairros de população mais humilde que foram crescendo ao longo da linha férrea. Segundo o historiador Oswaldo Porto Rocha, “do mesmo modo que o bonde efetiva a ocupação de bairros na zona sul e norte, o trem possibilita a ocupação de áreas que hoje são chamadas suburbanas, algumas das quais recebem seus nomes em função da própria construção da ferrovia. Cascadura, por exemplo, é um nome originário da resistência do solo na ocasião da abertura dos leitos naquela área.” (A era das demolições) 

Assim, havia os subúrbios da Central e os da Leopoldina. Observe-se que o trem suburbano existe desde o tempo de Machado de Assis. Tanto é que seu Dom Casmurro começa pela frase: “Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei num trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu.”

Quem melhor captou o espírito suburbano em nossa literatura foi Lima Barreto, de quem reproduzimos trecho do Capitulo 2 da Segunda Parte de Triste Fim de Policarpo Quaresma adiante.

Tecnicamente não existem mais subúrbios, a zona urbana engoliu tudo. O trem suburbano hoje se chama trem urbano (vide site da Supervia), e os antigos subúrbios hoje integram a Zona Norte.


Entrada florida (Riachuelo)

Casinhas de subúrbio (Riachuelo)

Capela de Santo Antônio (Riachuelo)

Coreto do Jardim do Méier

Estação Méier: ônibus versus trem

Trecho do Capitulo 2 da Segunda Parte de Triste Fim de Policarpo Quaresma de Lima Barreto:

Os subúrbios do Rio de Janeiro são a mais curiosa coisa em matéria de edificação de cidade. A topografia do local, caprichosamente montuosa, influiu decerto para tal aspecto, mais influíram,porém, os azares das construções.

Nada mais irregular, mais caprichoso, mais sem plano qualquer, pode ser imaginado. As casas surgiram como se fossem semeadas ao vento e, conforme as casas, as ruas se fizeram. Há algumas delas que começam largas como boulevards e acabam estreitas que nem vielas; dão voltas, circuitos inúteis e parecem fugir ao alinhamento reto com um ódio tenaz e sagrado.

Às vezes se sucedem na mesma direção com uma frequência irritante, outras se afastam, e deixam de permeio um longo intervalo coeso e fechado de casas. Num trecho, há casas amontoadas umas sobre as outras numa angústia de espaço desoladora, logo adiante um vasto campo abre ao nosso olhar uma ampla perspectiva.

Marcham assim ao acaso as edificações e conseguintemente o arruamento. Há casas de todos os gostos e construídas de todas as formas.

Vai-se por uma rua a ver um correr de chalets, de porta e janela, parede de frontal, humildes e acanhados, de repente se nos depara uma casa burguesa, dessas de compoteiras na cimalha rendilhada, a se erguer sobre um porão alto com mezaninos gradeados. Passada essa surpresa, olha-se acolá e dá-se com uma choupana de pau-a-pique, coberta de zinco ou mesmo palha, em torno da qual formiga uma população; adiante, é uma velha casa de roça, com varanda e colunas de estilo pouco classificável, que parece vexada e querer ocultar-se, diante daquela onda de edifícios disparatados e novos.


Grafite (Méier)

Não há nos nossos subúrbios coisa alguma que nos lembre os famosos das grandes cidades europeias, com as suas vilas de ar repousado e satisfeito, as suas estradas e ruas macadamizadas e cuidadas, nem mesmo se encontram aqueles jardins, cuidadinhos, aparadinhos, penteados, porque os nossos, se os há, são em geral pobres, feios e desleixados.

Os cuidados municipais também são variáveis e caprichosos. Às vezes, nas ruas, há passeios em certas partes e outras não; algumas vias de comunicação são calçadas e outras da mesma importância estão ainda em estado de natureza. Encontra-se aqui um pontilhão bem cuidado sobre um rio seco e passos além temos que atravessar um ribeirão sobre uma pinguela de trilhos mal juntos.

Há pelas ruas damas elegantes, com sedas e brocados, evitando a custo que a lama ou o pó lhes empane o brilho do vestido; há operários de tamancos; há peralvilhos à última moda; há mulheres de chita; e assim pela tarde, quando essa gente volta do trabalho ou do passeio, a mescla se faz numa mesma rua, num quarteirão, e quase sempre o mais bem posto não é que entra na melhor casa.

Além disto, os subúrbios têm mais aspectos interessantes, sem falar no namoro epidêmico e no espiritismo endêmico; as casas de cômodos (quem as suporia lá!) constituem um deles bem inédito.Casas que mal dariam para uma pequena família, são divididas, subdivididas, e os minúsculos aposentos assim obtidos, alugados à população miserável da cidade. Aí, nesses caixotins humanos, é que se encontra a fauna menos observada da nossa vida, sobre a qual a miséria paira com um rigor londrino.

Não se podem imaginar profissões mais tristes e mais inopinadas da gente que habita tais caixinhas.Além dos serventes de repartições, contínuos de escritórios, podemos deparar velhas fabricantes de rendas de bilros, compradores de garrafas vazias, castradores de gatos, cães e galos, mandingueiros, catadores de ervas medicinais, enfim, uma variedade de profissões miseráveis que as nossas pequena e grande burguesias não podem adivinhar. Às vezes, num cubículo desses se amontoa uma família, e há ocasiões em que os seus chefes vão a pé para a cidade por falta do níquel do trem.


Festa de São Jorge em Quintino

Casinha de subúrbio (Riachuelo)

Roda de samba (Oswaldo Cruz)

Estação Riachuelo

Casinha de subúrbio (Riachuelo)

Terreno baldio, algo cada vez mais raro na metrópole (Riachuelo)

Ladeira e morros (Cachambi)

Botequim (Oswaldo Cruz)

Estação Oswaldo Cruz

Avenida Dom Hélder Câmara, antiga Avenida Suburbana

Fusca (Jacaré)

Poema suburbano
Luís Peixoto (musicado por Bororó e gravado em 1956 por Orlando Silva — para ouvir clique na caixa MP3 no final)

Subúrbios, subúrbios
das moças prendadas
que fazem bordados
e querem casar,

dos cães vira-lata
que latem à lua,
enquanto as galinhas
se deixam roubar.

Das ruas barrentas,
tão simples e humildes
que até nem o nome
se lê nos jornais,

e sobem ladeiras,
de noite sozinhas,
de cem em cem metros,
um bico de gás.

Subúrbios do tempo
do chá com torradas,
sofá de palhinha,
xadrez e gamão.

Subúrbios teimosos,
dos trens atrasados,
subúrbios pacatos,
do meu coração!

Meu Deus, quem me dera
ir dar um passeio
com as vossas morenas,
cavar um namoro...

ir vê-las, aos pares,
domingo, na praça,
sorrindo pra gente
com um dente de ouro!

Ser noivo no Méier,
ouvindo uma valsa,
o "Sonho de Valsa",
mimoso, sutil...

Ser meio mulato
mulato e foguista
da Estrada de Ferro
Central do Brasil!

18.9.11

MODA DE PARIS

Rompera, enfim, a época da real e crescente celebridade Rua do Ouvidor pela dominação da Moda de Paris, essa rainha despótica que governa e floresce decretando, modificando, reformando e mudando suas leis em cada estação do ano, e sublimando seu governo pelo encanto da novidade, pela graça do capricho, pelas surpresas da inconstância, pelo delírio da extravagância, e até pelo absurdo, quando traz para o rígido verão do nosso Brasil as modas do inverno de Paris.

A Rua do Ouvidor tornou-se quase logo até além da Rua dos Latoeiros [atual Gonçalves Dias] comercial e principalmente francesa, e Sua Majestade a Moda de Paris, déspota de cetro de flores, sedas e fitas, fez mais do que o Marquês de Lavradio, que acabara com os peneiros [ou peneiras, visores de tabuinhas cruzadas nas portas], mais do que o Intendente Geral da Polícia Paulo Fernandes, que mandara destruir as rótulas [grades de ripas fechando as janelas, que o autor compara a "gaiolas onde os pais e maridos zelavam sonegadas à sociedade as filhas e as esposas"], porque, num abrir e fechar de olhos, alindou a rua com graciosas, atraentes e enfeitadas lojas e criou e multiplicou aquele chamariz e laços armados que se chamaram e ainda alguns chamam - as vidraças da Rua do Ouvidor - verdadeiro puff plástico.

A loja francesa de modista, de florista, de cabeleireiro e perfumarias, de charutaria (o cigarro era então banido como ínfimo plebeu) tinha, como ainda hoje se observa, uma única porta livre para a entrada das freguesas e fregueses, e outra porta ou duas portas cerradas de alto a baixo por grosso, mas transparente, anteparo de vidro, e atrás desse anteparo a loja expunha ao público os seus encantadores tesouros.

Tais eram, como continuam ser, as então chamadas vidraças [=vitrines] da Rua do Ouvidor.

Era e é ainda preciso ter muito cuidado com elas.

Explorando o concurso favorável do vidro, a variedade e a combinação das cores, e os efeitos da luz, os artistas sui generis arranjadores dos objetos expostos nas vidraças os dispõem e apresentam com habilidade magistral, de modo a produzir ilusões de ótica perigosas para a bolsa do respeitável, que, prevenido pelo que enlevara os olhos, muitas vezes compra gato por lebre.

Eu tenho para mim que foi na contemplação e no estudo físico e moral das vidraças da Rua do Ouvidor que os nossos estadistas organizadores de gabinetes ministeriais aprenderam a arte de expor programas de ministérios novos.

Em todo caso as vidraças de exposição mais ou menos ricas, fantásticas e deslumbrantes enfeitaram a Rua do Ouvidor, que logo foi tida em conta de a mais bonita da cidade e naturalmente mereceu a predileção e a concorrência mais graciosa e aditadora.

As senhoras fluminenses entusiasmaram-se pela Rua do Ouvidor, e foram intransigentes na exclusiva adoção da tesoura francesa. Nem uma desde 1822 se prestou mais a ir a saraus, a casamentos, a batizados, a festas e reuniões sem levar vestido cortado e feito por modista francesa da Rua do Ouvidor.

Houve revolução econômica: os pais e os maridos viram subir a cinquenta por cento mais a verba das despesas com os vestidos e os enfeites das filhas e das esposas.

A rainha Moda de Paris firmou seu trono na Rua do Ouvidor.

Trecho do Capítulo 10 de Memórias da Rua do Ouvidor de Joaquim Manuel de Macedo, autor de A Moreninha, o primeiro best-seller da literatura brasileira. Saiba mais sobre o autor e a coleção Carlos Mônaco Leu e Recomenda clicando aqui.


1.8.11

COMUNIDADES DO MORRO DOS CABRITOS E DA LADEIRA DOS TABAJARAS (COPACABANA)


Depois que me separei no final dos anos 1990, namorei uma garota que toda noite antes de dormir fumava um cigarro de cânabis. Duas vezes me fez subir a Ladeira dos Tabajaras perto de minha casa para se suprir da erva. Numa das subidas, de repente ouviram-se tiros, a polícia subiu em peso ao morro e tivemos de nos refugiar num bar e aguardar durante horas até que o entrevero terminasse. Com a pacificação, fiquei curioso em conhecer mais de perto esses meus vizinhos, e fiz umas incursões pelas Comunidades do Morro dos Cabritos e da Ladeira dos Tabajaras, agora na santa paz de Deus. Eis algumas fotos das comunidades em si e dos panoramas de que desfrutam. Outras fotos que tirei por lá você encontra no Google Earth.

Morro dos Cabritos visto da Ladeira dos Tabajaras

Alto da Ladeira dos Tabajaras

Rua Euclydes da Rocha (ver mapa acima)

Centro Comunitário do Morro dos Cabritos (esquerda)

Bar Bundinha de Fora

Copacabana em meio aos prédios com o mar no fundo

Copacabana

Descida ao asfalto

1.7.11

MARACANÃ EM OBRAS

O "Maraca" visto da passarela de acesso ao metrô.

Maracanã, Estádio de Atletismo Célio de Barros e Corcovado ao fundo (direita).



Projetado em 1948 pelos arquitetos Antonio Dias Carneiro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Raphael Galvão, o "Maraca" foi inaugurado em 16 de junho de 1950, com o jogo entre as seleções dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, vencido pelos paulistas pelo placar de 3x1. O primeiro gol do monumental estádio foi marcado pelo jogador Didi, célebre meio armador e jogador do Botafogo de Futebol e Regatas e das Seleções Brasileiras de 1954, 1958 e 1962. Vale destacar que foi marcado neste estádio o famoso milésimo gol do rei Pelé.

Construído em uma área de 195.600 metros quadrados (área construída: 118.459 m2; área livre: 77.141 m2), na sua edificação trabalharam 11.000 operários, tendo sido consumidos mais de 500.000 sacos de cimento e 10.000 toneladas de ferro na armação da estrutura. Seu formato é de uma falsa elipse, seu perímetro externo mede 944 metros, sua altura é de 32 metros e sua capacidade, à época da inauguração, era de 166.369 espectadores.

O Complexo Esportivo do Maracanã, além do Estádio Jornalista Mário Filho, compreende o Estádio de Atletismo Célio de Barros, o Parque Aquático Júlio Delamare e o Ginásio Gilberto Cardoso, mais conhecido como Maracanãzinho, inaugurado em outubro de 1954 para o campeonato mundial de basquete e com capacidade para quase 20.000 espectadores. Abriga também shows e atividades sociais.

O Maracanã está em reforma para se adequar às exigências da FIFA para a Copa de 2014, devendo reabrir no final de 2012 com cara nova. O Centro de Visitação continua funcionando, mas o acesso foi transferido para o portão 18. 


Parece o Coliseu de Roma...



Garrincha, Alegria do Povo (busto no Centro de Visitação)

1.6.11

INSTITUTO OSWALDO CRUZ (MANGUINHOS)

O Castelo Mourisco

Eclético, o castelo mescla duas ou mais tendências de estilo e decoração, sendo um dos poucos edifícios neomouriscos ainda existentes no Rio de Janeiro. É o principal componente do núcleo arquitetônico histórico de Manguinhos, e começou a ser construído em 1905, quando as obras do Prédio do Relógio e da Cavalariça já estavam concluídas.

O projeto foi encomendado a Luiz Moraes Júnior por Oswaldo Cruz, depois de se conhecerem em uma das muitas viagens que fizeram juntos nos vagões do trem da Leopoldina, quando o arquiteto coordenava obras de reforma da Igreja da Penha. Português, ele imigrou para o Brasil em 1900, a convite do vigário-geral, padre Ricardo, e cuidou da reestruturação e embelezamento das fachadas, concluídas em 1902. Morreu no Rio de Janeiro em 1955, aos 87 anos.

Busto de Oswaldo Cruz diante do Castelo Mourisco

Detalhe (abaixo)

Detalhe (acima)

O croqui inicial de um prédio com dois pavimentos e duas torres foi feito por Oswaldo Cruz e, a partir dessa ideia, o arquiteto chegou ao projeto final. O castelo foi estrategicamente construído sobre uma das colinas da região, de modo a ser avistado de longe, e obedece a uma disposição que permite melhor aproveitamento dos ventos e do sol.

O estilo neomourisco inspira-se no Palácio de Alhambra, de Granada, ao sul da Espanha. Os materiais usados na construção e no acabamento foram importados da Europa, bem como a mão-de-obra, constituída de operários portugueses, espanhóis e italianos, chefiados por um austríaco. O edifício foi equipado com o que havia de mais moderno na época, como o seu elevador — o mais antigo ainda em funcionamento no Brasil —, os sistemas de telefonia e refrigeração, o relógio e os termômetros centrais. Os equipamentos elétricos funcionavam a partir de um gerador, já que as linhas de energia elétrica da Light só chegariam a esta região na década de 1920. Foi concluído em 1918, um ano depois da morte de Oswaldo Cruz, no dia 12 de fevereiro de 1917.

Diversas obras de restauro foram realizadas a partir de 1988, sendo objeto permanente de preservação.

Torre posterior

Porta e arabescos em estuque

Arabescos em estuque

Azulejos em alto-relevo

Piso em mosaico

Piso em mosaico

Panorama

Trenzinho da Ciência chegando no Castelo Mourisco 

Terraço

Porta

Trenzinho da Ciência diante do Castelo Mourisco

Calçada de pedras portuguesas

Museu da Vida

Endereço: Av. Brasil, 4.365 — campus da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) — Manguinhos.

Site: www.fiocruz.br (clique em Museu da Vida na coluna colorida)

Horário: Terça a sexta, 9h às 16h30; sábado, 10h às 16h. Nos dias úteis as visitas devem ser agendadas pelo telefone 2590-6747 ou e-mail recepcaomv@coc.fiocruz.br. Aos sábados e durante dezembro, janeiro e fevereiro não é necessário o agendamento.

Ingresso: Entrada franca.

Como chegar: Se você está em Copacabana, pegue a linha 483 (Penha-Copacabana), 484 (Olaria-Copacabana) ou 485 (Penha-General Osório). Se está em Laranjeiras, Catete, Glória ou no Centro, pegue o 497 (Penha-Cosme Velho). Quando o ônibus entrar na Avenida Brasil, observe que as passarelas de travessia de pedestres são numeradas. Depois que o ônibus transpuser a passarela 05, dê sinal de parada. O ônibus parará pertinho da passarela 06, por onde você atravessará a Avenida Brasil. Se preciso, peça orientação ao cobrador. Ao final da visita, quando você sair do Instituto, o ponto de ônibus fica a uns cem metros à direita.