ENSEADA DE BOTAFOGO

ENSEADA DE BOTAFOGO
MACHADO DE ASSIS: TREZE MELHORES CONTOS
Se você tem curiosidade de ler Machado de Assis mas não sabe por onde começar ou tem medo de se decepcionar, este é o portão de entrada.
Se você já é fã do “bruxo”, tem aqui o suprassumo de sua obra, para levar no seu Kindle, tablet ou celular e ler e reler em todos os lugares: na fila de espera, no engarrafamento, no metrô, no trem, no avião, no parque, na praia, até mesmo em casa.
Mais informações clicando aqui.

12.12.15

HANGAR DO ZEPPELIN EM SANTA CRUZ


Dá-se o nome de zeppelin a um charuto de seda, com arcabouço de alumínio e alma de hidrogênio... (Ideias no Ar, Berilo Neves, em O Malho, 21/5/1936)

1936 de Petrarca Maranhão (revista O Malho, 19/3/1936)

Panorama: um avião no céu reboa
O ruído estrepitante dos motores...
No porto, embaixo, o apito dos vapores
Numa rima sincrônica ressoa...

À distância, na altura, lento, voa,
Irradiando centelhas multicores
Que se esbatem do sol nos esplendores,
Um Zeppelin que barra a dentro aproa!...

Perto, o silvo violento, — estranho berro —
De um trem na elétrica estação de ferro
Ecoa... Tudo em torno é vida e excesso...

... E a cidade no brouhaha da rua,
Nos klaxons de automóveis, tumultua,
No simbolismo mesmo, do "Progresso"!...

Zeppelin saindo do Hangar em painel assinado por Creuza de 1999

O Hangar do Zeppelin foi construído entre 1934 e 1936. Suas estruturas vieram da Alemanha e a mão-de-obra foi brasileira, supervisionada por técnicos alemães. Em seu interior podia ser acomodado um Zeppelin. O Hangar mede 274m de comprimento, 58m de altura e 58m de largura. É o único ainda existente, já que os outros dois construídos na Alemanha foram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial. Dois Zeppelins faziam a linha da América do Sul, por serem os melhores e os maiores: Graff Zepellin e o Hindenburg. Partiam de Frankfurt, na Alemanha, atracavam em Pernambuco e desciam em Santa Cruz (Rio), onde eram recolhidos dentro do Hangar para a manutenção, o reabastecimento e o embarque de passageiros. Com o incêndio do Hindenburg em 1937, nos Estados Unidos, o projeto dos Zeppelins foi cancelado. O Hangar serviu de base para o 1o Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira, que atuou na Segunda Guerra Mundial. A escolha de Santa Cruz para sediar o Hangar se deveu às condições climáticas, direção dos ventos, velocidade e possibilidade de locomoção através de outros meios de transporte, ligando o bairro à Cidade. O hangar recebeu o nome de Aeroporto Bartolomeu de Gusmão, onde hoje está localizada a Base Aérea de Santa Cruz, o maior complexo aerotático da América Latina. (Dados obtidos no totem de informações em frente ao Hangar) 


Base Aérea de Santa Cruz

O Hangar

Entrada menor (nordeste)

Dentro do hangar

Dentro (detalhe)


Em 1934 o Governo brasileiro assinou um contrato com a empresa alemã Luftschiffbau Zeppelin para o estabelecimento de uma linha regular de dirigíveis entre o Brasil e a Europa, bem como a construção de um aeroporto para dirigíveis no Rio de Janeiro. A escolha do local deveu-se ao regime de ventos e ausência de nevoeiro e bruma. O hangar foi construído com a entrada principal voltada para sudoeste, de modo que o vento o percorresse longitudinalmente, evitando o desgaste da estrutura se o vento batesse de lado. O então chamado Aeroporto Bartholomeu de Gusmão foi inaugurado na manhã do dia 26 de dezembro de 1936 em cerimônia a que compareceram o embaixador alemão, políticos, o ministro da Viação e o presidente Getúlio Vargas. Ao jornal O Globo declarou o Presidente: “A minha impressão é a mais grata, por isso que é no meu governo entregue ao tráfego aéreo o maior aeroporto do mundo.” Ao arrendar o aeroporto pelo prazo de trinta anos para a Luftschiffbau Zeppelin o governo esperava ressarcir as despesas com a construção do aeroporto. Só que, com o incêndio do Hindenburg e o início da Segunda Guerra Mundial, os voos dos zepelins foram descontinuados, ficando apenas na memória de quem os via flutuando pelos céus cariocas, como o poeta Manuel Bandeira, que escreveu uma crônica intitulada "Zeppelin em Santa Teresa". O Hangar foi tombado pelo Município em 1992, e visitas devem ser agendadas com o Sargento Arruda da Comunicação Social, telefone 3078.0389.


O Zeppelin dentro do Hangar (foto do Centro de Memória)

O Hangar, o Zeppelin, a alfândega e o trem

Antigo depósito esférico de hélio, agora de água, e o Hangar à direita.

Uns vinte anos atrás o depósito foi pintado como um globo terrestre com indicação da rota do Zeppelin

TRECHO DO ARTIGO "A SEMANA ZEPPELIN" NA REVISTA FON FON DE 24 DE MAIO DE 1930:



A SEGUIR, FOTOS DO ZEPPELIN SOBRE O RIO DE JANEIRO EXTRAÍDAS DA REVISTA O MALHO:








Nenhum comentário: