29.5.14

ADEUS, PERIMETRAL II

"Foi-se abaixo trecho da Perimetral, implodido o monstrengo que desfigurava a Zona Portuária", escrevi em novembro do ano passado na postagem ADEUS, PERIMETRAL quando começou o desmonte desse símbolo de uma era em que o carro reinava absoluto e vias elevadas chegaram a degradar bairros inteiros, como é o caso do Rio Comprido. Seis meses depois retorno ao Centro para documentar o trabalho de desmonte. Uma observação: considero o Prefeito  de extrema coragem por desafiar os conservadores (alguns travestidos de progressistas) que sistematicamente se opõem a toda e qualquer mudança que desafie seus paradigmas fossilizados. Eu diria que o Rio passa hoje por uma metamorfose quase do porte daquela das reformas do Pereira Passos no início do século passado ou do Carlos Lacerda nos anos 60. Quando daqui a uns dois anos pudermos passear por um Centro Histórico resgatado e reinventado verão que o Prefeito e o editor deste blog tinham razão. Quem viver, verá! E quem retrucar que a construção do Elevado custou uma fábula e que constitui um crime financeiro derrubá-lo respondo parafraseando Pessoa: "Dinheiro é papel pintado de tinta." Seguem-se algumas fotos da derrubada. (Clique no marcador Perimetral abaixo para ver também a postagem de seis meses atrás, e se porventura discorda das colocações deste blogueiro deixe seu comentário, que aqui prezamos a democracia. Mas pelo amor de Deus, sem baixar o nível...)

Museu Histórico Nacional sem o mostrengo na frente

O antigo Mergulhão (primeiro plano) e o elevado parcialmente desmontado

O mostrengo parcialmente desmontado em frente ao Arsenal da Marinha

Edifício Rio Branco I, edifício A Noite e Museu de Arte do Rio: alguns meses atrás a Perimetral tornava impossível tirar esta foto

Perimetral parcialmente desmontada

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