10.11.12

COPA GRAFFITI



Uma coisa são as pichações, os rabiscos que poluem paredes, muros, monumentos, outra coisa bem distinta são os grafites, uma modalidade nova de arte plástica  em espaços públicos usando como suporte muros, pilares de elevados, etc. Uma tendência atual é usar o grafite para recuperar visualmente áreas com a paisagem desfigurada por obras viárias como elevados (caso da Perimetral e do elevado Paulo de Frontin), pelo processo de favelização ou por outros motivos. 

Exemplo recente foi o evento Adicione Cor, promovido pelos tênis Converse, em que grafiteiros coloriram os pilares cinza do elevado da Perimetral defronte à estação das barcas. O fato de que esse elevado será futuramente demolido confirma a natureza efêmera da arte do grafite. Outro exemplo foi a Copa Graffiti promovida em outubro pelo metrô carioca, revitalizando os muros no entorno das estações da Linha 2. "Com painéis que retratam a história e a cultura dos bairros, a Copa Graffiti promove a valorização das regiões no entorno de 15 estações da linha 2 do metrô". (UOL Notícias

O blog Literatura & Rio de Janeiro desde a sua criação apoia essa modalidade de arte ambiente, como você pode conferir clicando no marcador “arte nas ruas” ao final da postagem. Aqui você tem apenas uma pequena amostra. Para ver mais fotos da Copa Graffiti e de grafites em geral fotografados pelo editor deste blog desde 2005, visite o nosso álbum Grafites Cariocas no Picasa.

RESULTADO DA COPA GRAFFITI:
Campeão na votação popular via Internet: Del Castilho
Terceiro lugar na escolha dos jurados: Irajá
Segundo lugar: Colégio
Campeão na escolha dos jurados: Thomaz Coelho
Mas o grande vencedor dessa copa foi a cidade do Rio que ficou mais bonita. A todas as equipes os parabéns do editor deste blog.


Estação São Cristóvão. O painel pretende "contar parte da história de São Cristóvão, retratando alguns dos lugares clássicos, assim como algumas de suas espetaculares personalidades. Como num conto, é aberta a porta do zoológico da Quinta da Boa Vista e liberta a criatividade dos artistas, que foram desafiados a interpretar cada personagem na visão de um animal." (Facebook do Metrô Rio) . 

Estação Maracanã. "A pintura do painel na Estação Maracanã aborda tanto a identidade da região - através dos papagaios (maraka'nã em tupi) que deram nome ao local e a extinta Favela do Esqueleto - quanto a importância do Estádio Jornalista Mário Filho - carinhosamente apelidado de Maraca - para a história do futebol mundial." (Facebook do Metrô Rio)

Estação Triagem. "O painel conta uma história de superação. Começa no lixo, que passa por uma reciclagem, que passa por uma disciplina militar. Na parte dos vagões e da estação, a locomoção para o trabalho ou lazer..." 

Estação Triagem. "... Segue o carnaval, como tema a Mangueira, que tem forte influencia cultural no bairro, bem como samba, feijoada e pelada (futebol). E por último um menino humilde de classe baixa desenhando essa história." (Facebook do Metrô Rio)

Estação Maria da Graça

Estação Maria da Graça. "Um painel de arte urbana com todas as riquezas de cores e detalhes. Todos os estilos de graffiti em um só painel."

Estação Del Castilho (campeã da Copa Grafitte pelo voto popular via Internet). "A antiga fábrica de tecidos que se tornou o shopping Nova América, foi o ponto de partida desse time para ilustrar o projeto. Os artistas estamparam o muro com texturas, stencils, formas orgânicas e geométricas."

Estação Inhaúma

Estação Inhaúma. "Resgatamos ludicamente no nosso painel os principais pontos do bairro, incorporando desde a época da colônia até os dias de hoje, reproduzindo a Praça 24 de outubro, Paróquia São Tiago, pedreira, Complexo do Alemão com teleférico e o Cemitério."  

Estação Engenho da Rainha. "Carlota Joaquina, dona da fazenda de cana-de-açúcar que dá nome ao bairro e conhecida por adorar festas, decide convidar os moradores ilustres do conjunto dos músicos para um grande samba, cercado pelo verde da Serra da Misericórdia onde habitavam os índios tamoios e pela Estrada de Ferro Rio do Ouro."


Estação Thomaz Coelho (primeiro lugar na Copa Graffiti tendo como capitão o consagrado ACME). "Em nosso painel há um suposto maquinista da Maria Fumaça que atravessa o bairro com suas características do ano de 1960, trazendo em sua bagagem Dom Pedro II lendo um livro de Thomaz Coelho [acima]. Cada vagão traz em sua carga um pouco da cultura e da educação do bairro."

Estação Thomaz Coelho: Paz.

Estação Thomaz Coelho

Estação Thomaz Coelho

Estação Vicente de Carvalho. "Carlos Bobi retratou o valor da mulher negra em seu olhar, onde a grandeza de sua importância prevalece em todas circunstâncias."

Estação Irajá (terceiro lugar na Copa Graffiti pela escolha dos jurados). "Em nosso muro usamos como inspiração o significado da palavra Irajá em tupi-guarani, a fonte do mel. Foi o ponto de partida para a ideia da cachoeira que brota em meio a um vale florido e frutado; a região já foi conhecida como produtora de frutas e hortaliças. Neste rio se encontra um barco representando 'deixa a vida me levar' música de Zeca Pagodinho, cantor nascido no bairro e as cores da escola de samba locais, vermelho e branco."

Estação Irajá

Estação Colégio (segundo lugar na Copa Graffiti). "O bairro Colégio tem esse nome por ser um ponto onde as pessoas das áreas vizinhas vinham ter aula com o professor público José Theodoro Burlamaqui no séc XIX." 

Estação Colégio. "O bar 'Boca Cheia' que se tornou o nosso Q.G. tem tudo a ver com o personagem montanha com a boca de túnel que está bem na frente, fomos muito bem tratados no bar, peça uma cerveja litrão para apreciar melhor o muro!!!"


Estação Colégio. "O sambinha e o funk estão ambos presentes na cultura local." 
Estação Coelho Neto: "Coelho Neto está sentado à sua cadeira coordenando uma harmoniosa e pulsante história que, em muitos casos, se confunde com o lugar que também traz um dia-a-dia desconhecido do restante da cidade." 

Estação Coelho Neto.

É! Sim! Aqui em Acari!

Samba, Acari!!! "Em nosso painel a história gira em torno dos personagens da melodia, noite e do dia da favela retratados em estilo Naif como forma de tornar as imagens íntimas do imaginário popular." 


Estação Eng. Rubens Paiva: "Por se tratar de um desaparecido político da ditadura militar, colocamos elementos que falavam de suas paixões, experiências de censura e repressão, e usamos flores como cenário/personagem, para representar os mortos e desaparecidos, também inspirados na música Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores', de Geraldo Vandré." 

Estação Pavuna: "Um mundo lúdico representado através de um sonho; sonho de um senhor que dorme à sombra de uma árvore e visualiza lembranças contadas por seus ancestrais, histórias essas, passadas de pai para filho desde a época dos escravos. "

Estação Pavuna.

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