18.12.08

MORRO DA CONCEIÇÃO

Fotos de Alessandra Vieira (AV), Maurício Limeira (ML) e do editor do blog (IK). Texto de Antônio Agenor de Melo Barbosa.


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Situado em pleno coração do Centro Antigo, o Morro da Conceição encontra-se nas franjas remanescentes da urbe colonial, desta Muito Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Um lugar de gente simples, solidária e, sobretudo, educada. Características aprendidas, desde o berço, no dia-a-dia da vivência nos becos, ladeiras, escadas, largos e ruas estreitas que tornam o local tão peculiar. Espaço pitoresco e aprazível que guarda, no calçamento de pé-de-moleque e outras pedras, a memória cultural e histórica da Cidade Maravilhosa.


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Logo à chegada por uma das principais entradas que dão acesso ao Morro propriamente dito, chegando à Praça Major Valô, ergue-se a bonita imagem da Virgem Santa que batiza com seu nome o lugar e que lhe confere tanta proteção, paz e segurança quanto as guaritas da Fortaleza onde estão os soldados do Exército brasileiro que dão alguma contribuição à santa na proteção e na ampliação da sensação de segurança que se tem por aqui. Mas além da pura e simples sensação de segurança, aqui se pode vivenciar cotidianamente, de fato, a tão sonhada segurança pública que em muitas partes da metrópole já não se encontra mais.


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Visitar o Morro da Conceição nos faz conhecer, (re)conhecer e vivenciar um tempo arcaico que não é nosso e sim dos nossos distantes ancestrais que, de fato, construíram estes sobrados e rechearam de vida e impregnaram de memória as ruas deste lugar. É, talvez, esta energia latente de memória contida nas suas calçadas e nas suas paredes que permite que senhores e senhoras de 70, 80 e até quase 90 anos circulem a pé e tenham forças para subir estas ladeiras coloniais.


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Uma das poucas e principais ruas do Morro da Conceição, a Rua do Jogo da Bola (este poético nome da rua permanece desde os tempos da colônia onde, de fato, havia um jogo da bocha) é uma rua pequena e estreita, onde só passa um carro de cada vez, o que amplia ainda mais, a meu ver, a vocação para a civilidade e urbanidade do lugar; pois alguém terá sempre que ceder a vez ao outro carro que vem em sentido contrário.


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Texto extraído de "Morro da Conceição: a geografia da cordialidade" de Antônio Agenor de Melo Barbosa - para ler o texto inteiro clique aqui. Saiba mais sobre o Morro da Conceição clicando no marcador abaixo ou visitando meu outro blog Sopa no Mel.

5 comentários:

Eliete Santos disse...

Domingo tivemos uma tarde maravilhosa no morro da Conceição, chegamos lá por volta de 3 horas e só saímos depois da procissão, nos encantamos com a maneira de viver das pessoas que lá residem, todos se conhecem, as casa antigas principalmente as da Ladeira do João Homem, são lindas umas já reformadas mas mantendo a fachada original. Conversamos com várias pessoas inclusive uma senhora de 83 anos " não aparenta a idade" que nasceu lá, disse que em hipótese alguma iria morar em outro lugar.
Visitamos os ateliês, batemos papo com todos escultores inclusive o Sr. Paulo Dallier que disse ser seu amigo inclusive vc o ensinou como fazer o blog.
Meu marido há muito tempo queria ir até lá, mas eu tinha medo pois a palavra morro me apavora, mas no próximo ano marcamos visitar novamente. (comentário enviado por e-mail; Eliete faz referência ao Projeto Mauá, no início de dezembro, quando os ateliês do morro abrem as portas aos visitantes, e à procissão do dia de N. S. da Conceição)

Siomara de Cássia Miranda disse...

Prezado Ivo
Eu mostrei a sua matéria sobre o MORRO DA CONCEIÇÃO para um amigo que nasceu lá e ele gostou muito!
Ele irá enviar um comentário sobre a matéria.
Muito sucesso!
Siomara de Cássia Miranda

Antônio Agenor Barbosa - Arquiteto e Urbanista disse...

Muito grato pelo (bom) uso do meu texto no seu (também muito bom) Blog. Fui lá visitar o Blog e gostei do que vi e do que li. (comentário enviado por e-mail)

Salomão disse...

Fui lá no blog.
Gostei da nota e fotos belíssimas sobre o Morro da Conceição.
Sabe que trabalho ali pela redondeza há bem uns 40 anos?
O Rio é assim, cheio de pedaços escondidos em segredos...
... e por isso apaixonante, né?
PS: O Stalone semana passada esteve lá no Largo de São Francisco da Prainha buscando locação pro novo filme dele. Sabe que lá pras tantas eles disse à reporter "Estou aqui imaginando a cena, este local e bem ali (apontou em direção à Rua Sacadura Cabral) por certo estará o mar." Pura premonição. Ele não sabia que o mar - nas antigas - ia bem ali na Prainha mesmo. É o cinema reinventando o tempo. (enviado por e-mail)

Alexandre Core disse...

Excelente Ivo!
Adoro o Morro da Conceição.
Quase cheguei a mudar para a Rua do Jogo da Bola, mas aí veio a mudança pra São Paulo e o sonho foi adiado. Esse é um pedaço do Rio que poucos cariocas conhecem. Fui um pedaço do passado preservado após as reformas da cidade tanto na Av. Presidente Vargas, Rua Larga (atual Mal. Floriano) e Av Rio Branco. O morro ficou escondido atrás dos prédios da Pres. Vargas e praticamente esquecido e a salvo do barulho da cidade que crescia. Andar por aquelas ladeiras e caminhar no passado.
Agradeço o post!
abraços