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13.6.08

BICENTENÁRIO DO JARDIM BOTÂNICO






Tudo bem que a praia faz parte do modo de vida do carioca — Rio sem praia é como Munique sem cerveja. Mas engana-se quem pensa que sem praia o Rio não é nada. Só o Rio Histórico já vale uma visita à cidade (como este blog não se cansa de mostrar). E temos o maior parque nacional do mundo dentro de uma área urbana, o Parque Nacional da Tijuca. O que pouca gente sabe é que a quinta atração mais visitada pelos turistas no Rio, depois da praia (claro!), Corcovado, Pão de Açúcar e Maracanã, é o Jardim Botânico.

O Jardim Botânico é diferente de outros parques e jardins. A vegetação num parque ou jardim é mais ou menos homogênea, a vegetação nativa do local. Mas no Jardim Botânico você pode caminhar horas — ele é imenso — que sempre verá uma paisagem vegetal diferente: da mata Atlântica ao Jardim Japonês, das palmeiras imperiais às vitórias-régias ou bambuzais ou alguma planta nativa das Ilhas Molucas ou de Madagascar ou do Sudeste Asiático ou... São espécies do mundo inteiro.

Ir ao Jardim Botânico é desligar-se do burburinho urbano (e das mazelas da metrópole também) e adentrar uma outra dimensão, da beleza natural. Não a natureza bruta, plena de feras, perigos. Mas a natureza domada, como se nós, homens, criados à imagem e semelhança de Deus, tivéssemos "retocado" a obra divina. São dois séculos de paisagismo, tempo suficiente para que o nosso Jardim Botânico se tornasse uma das maravilhas do mundo. É ver para crer!

Para informações de endereço, horário, preço e como chegar lá consulte o Guia do Rio, o seu guia turístico carioca simples, prático & grátis, neste mesmo blog. Basta clicar na guia JARDIM BOTÂNICO lá no alto, no cabeçalho do blog.





Localizado junto a uma das vias de maior movimento da Zona Sul do Rio de Janeiro, no bairro ao qual empresta seu nome, o Jardim Botânico é um oásis de paz em meio à agitação da cidade grande.

Este é o único lugar no Rio onde é possível encontrar cerca de 6.200 espécies vegetais — algumas até em extinção — provenientes de todas as partes do planeta.

Sua origem remonta ao século XIX, à época da chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, ocorrida a 7 de março de 1808. Preocupado com o problema acarretado pelas longas viagens e pelos perigos enfrentados durante o trajeto pelos navios que transportavam especiarias das Índias Orientais e de outras partes da Ásia para Portugal, grande mercado consumidor, D. João resolveu iniciar a construção, no Rio de Janeiro, de um parque onde essas espécies pudessem ser aclimatadas. Com esse objetivo, em 13 de junho de 1808, foi criado o Jardim de Aclimatação. Alguns meses depois, o jardim recebia o nome de Horto Real. A partir daí, o local começou a receber grande quantidade de sementes e mudas.

Tão logo D. João foi coroado monarca do Reino Unido de Portugal e Brasil, mandou aumentar a área do Horto Real e mudou seu nome para Real Jardim Botânico.

Com o retorno de D. João VI a Portugal, em 25 de abril de 1821, D. Pedro I, ao assumir o trono, deu prosseguimento às obras iniciadas por seu pai; sua primeira providência foi franquear ao público o Real Jardim Botânico, que, até então, era inteiramente privado.

(Texto extraído do Guia Michelin do Rio de Janeiro.)






O nobre quintal carioca

Quando estava grávida, em 1976, a jornalista Rosa Nepomuceno passava tardes inteiras sob um centenário jequitibá-rosa no Jardim Botânico. Anos mais tarde, ela descobriu que seu recanto favorito teve um fã ilustre: em visita ao Brasil, em 1925, o cientista Albert Einstein ajoelhou-se aos pés da árvore e beijou suas raízes. Ela está entre as 25 plantas emblemáticas do parque destacadas pela autora em O Jardim de D. João. Editado pela Casa da Palavra, o livro pega carona nos festejos dos 200 anos do Jardim Botânico, criado após a chegada da família real portuguesa ao Rio, em 1808. Em 176 páginas fartamente ilustradas com plantas, portais, aléias, lagos e fontes, Rosa recorre a sua memória afetiva e reúne histórias da instituição. A obra ressalta as palmeiras imperiais, cuja primeira muda veio do Caribe e foi plantada, supostamente, pelo próprio dom João. "A Palma Mater foi fulminada por um raio em 1972", ela conta. "Suas sementes deram origem às outras palmeiras do Brasil."

Antes da vinda da corte, a área foi engenho de açúcar e fábrica de pólvora. "A política de Portugal era estimular a criação de hortos nas colônias para aclimatação de plantas asiáticas que rendessem especiarias, frutas, madeira e resina para remédios e perfumes", explica. Para Rosa, a sobrevivência do local como o único horto remanescente do século XIX deve-se à mística em torno da nobreza e dos grandes cientistas que o visitaram. O livro recorda a abertura do Real Horto ao público, a partir de 1819, o que resultou na criação de linhas de bonde, restaurantes e pousadas nos arredores. Lembra, também, o período de decadência, quando foi anexado ao Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, em 1861, com as pesquisas abandonadas e várias espécies desaparecidas. "O Jardim Botânico hoje é muito mais complexo, com cerca de 2 000 espécies e mais de 9 000 exemplares", celebra o presidente do parque, Liszt Vieira. "Vou lá quase diariamente. Conheço os funcionários e acompanho as florações", diz Rosa, paulista de Botucatu, que destaca a beleza do Jardim Japonês, um dos trechos do parque. "Apesar da intimidade, jamais me referi a ele como o quintal da minha casa, tamanho meu respeito e cerimônia."

Matéria publicada originalmente na Veja-Rio de 10 de dezembro de 2007.






"O Jardim Botânico da lagoa Rodrigo de Freitas era um dos lugares mais belos do Rio de Janeiro. Começou como um pequeno jardim criado pelo marquês de Sabará junto à fábrica de pólvora da Lagoa, dirigida por ele. Quando um visitante desejava conhecê-lo, acompanhava-o um soldado da fábrica, dando uma volta pelo recanto florido, descrevendo os diversos canteiros que tanto agradavam ao marquês. Havia por lá chá-da-índia, especiarias e sementes, trazidas da Ilha de França em 1809. Mais tarde, a fábrica de pólvora foi transferida para a raiz da serra da Estrela, onde tinha condições de produzir mais de dez mil arrobas por ano. O jardim de plantas exóticas fora ampliado para uma légua de comprimento e anexado ao Museu Real."

Jô Soares, O Xangô de Baker Street





"Quando, tempos passados, anunciou-se o grande piquenique ao Jardim Botânico, certo não foi objeção a lembrança deste descalabro de fadiga. Tínhamos almoçado na montanha [alusão a um passeio ao Corcovado]; tratava-se agora de ir jantar ao jardim. Prontos!

Ao meio-dia, apeava o Ateneu dos bondes especiais à porta do grande parque. Atravessamos cantando um dos hinos do colégio as arcarias elevadas de palmas. Junto ao lago da avenida, debandamos.

No bosque dos bambus, à esquerda, estavam armadas as longas mesas para o banquete das quatro horas. Graças à boa vontade dos pais, prevenidos oportunamente, vergavam as tábuas, sobre cavaletes, ao peso de uma quantidade rabelaisiana de acepipes. À parte, em cestos, no chão, amontoavam-se frutas, caixas e frascos de confeitaria.

Era por um desses dias caprichosos, possíveis todo o ano, mais freqüentes de verão, em que as bátegas de chuva fazem alternativa com as mais sadias expansões de Sol, deliciosos e traidores, em que, parece, a alma feminina se faz clima com as incertezas de pranto e riso. [...]

Às quatro horas a banda de música assinalou com o hino nacional o grande momento da festa campestre."

Raul Pompéia, O Ateneu, Capítulo 8.







Fotos do editor do blog.

11.6.08

IMAGENS DO RIO ANTIGO

EDUARDO CAMÕES

Se existe algo que se aproxima da máquina do tempo, é a arte de Eduardo Camões, que reconstitui um Rio de Janeiro que já não existe mais. Na Introdução ao belo livro de Camões Rio Antigo — Old Rio, Ivan Horácio Costa conta como foi que o pintor (que fizera incursões pelas marinhas, pelo hiper-realismo etc.) resolveu dedicar-se ao tema do Rio de outrora: "Em uma livraria de Brasília, tipo ‘sebo’, descobre alguns livros antigos sobre o Rio de Janeiro e, estranhamente, sente saudades, não só do mar e nem só do Rio, mas de toda uma nostálgica época passada que lhe parece inteiramente familiar! Toma, então, a resolução de voltar para o Rio e registrar, através de sua pintura, as imagens que seus bisavós, avós e pais haviam conhecido..."

Conheça melhor esse notável retratista do Rio Antigo visitando o seu site.


Aqueduto da Carioca em 1875


Ipanema, Leblon e Lagoa em 1904


Rua Jardim Botânico em 1880


Lagoa em 1871


Enseada de Botafogo em 1820


AUGUSTO MALTA

Augusto César Malta de Campos (1864-1957) foi fotógrafo oficial da Prefeitura do então Distrito Federal, nomeado por Pereira Passos.

De 1903 a 1936, documentou um período de notáveis transformações urbanísticas e arquitetônicas na cidade, acompanhando as grandes remodelações do Rio de Janeiro de seu tempo, como o desmonte do Morro do Castelo, a abertura da Av. Central, a Exposição Nacional de 1908 e a Exposição Internacional de 1922, em comemoração ao Centenário da Independência do Brasil.

Malta também registrou a execução e a inauguração de obras públicas, monumentos, prédios históricos, carnavais antigos, os corsos e as batalhas de flores, flagrantes do momento, o surgimento das favelas, notícias e acontecimentos da época, em obra de inestimável valor histórico para a preservação da memória da cidade.
(Texto obtido no site do Museu da Imagem e do Som. Uma dica: para ler a matéria da Veja-Rio de 20/5/09 sobre o livro Augusto Malta e o Rio de Janeiro clique aqui.)


Aqueduto da Carioca


Bairro da Glória. Observe o relógio da Glória, estátua de Pedro Álvares Cabral, chaminé da City (esquerda), Igreja da Glória e o Pão de Açúcar ao fundo.


Morro do Castelo, já demolido
(no seu lugar estende-se a Esplanada do Castelo, repleta de prédios)


Vista aérea em 1906.


Trecho da rua dos Ourives (atual Miguel Couto) entre a rua da Alfândega e do Hospício (atual Buenos Aires).


Avenida Rio Branco.


Quiosque na rua Frei Caneca (1906).


Avenida Delfim Moreira (Praia do Leblon) em 1919.


MARC FERREZ

Marc Ferrez nasceu no Rio de Janeiro em 1843, apenas quatro anos após a fotografia ser inventada oficialmente por Louis Daguerre, na França. No início da década de 1860 começou a fotografar. Em 1867, abriu seu próprio estabelecimento, no Rio. Em 1870, se tornou fotógrafo da Marinha Imperial.

A produção de Ferrez se torna histórica e mais intensa a partir de 1875, quando passa a trabalhar na Comissão Geológica do Império, o que o leva a viajar pelo Brasil. Ferrez constitui a partir daí o acervo mais rico de imagens do Brasil, sem paralelo com outros fotógrafos.
(Eder Chiodetto, Folha de São Paulo de 13/11/2006.)


Aqueduto da Carioca transformado em viaduto para bondes, foto de 1896


Botafogo na década de 1870 (observe o Corcovado ao fundo, sem o Cristo!)


Escola Militar da Praia Vermelha e Pão de Açúcar
(sem o bondinho!) em torno de 1885


Real Gabinete Português de Leitura (existente até hoje) em 1895 com o bonde puxado a burro em frente



Largo do Humaitá em 1895 (hoje cheio de prédios)


Igreja da Ordem Terceira de N. S. do Carmo na atual Praça XV (foto de 1870); ao lado a Igreja de N. S. do Carmo da Antiga Sé ainda sem a torre alta acrescida em 1905 e mais ao fundo o Convento do Carmo.


FAMÍLIA FERREZ

Ícone da fotografia nacional, Marc Ferrez (1843-1923) deixou um legado de belíssimos retratos do Brasil. Sua obra foi continuada pelos filhos Luciano (1884-1955) e Júlio (1881-1946) e pelo neto Gilberto (1908-2000), numa produção que resultou em 8 000 negativos doados pela família ao Arquivo Nacional. Parte desse patrimônio foi exposto no Centro Cultural Banco do Brasil no início de 2008. As fotos a seguir foram dessa exposição.


Luciano Ferrez: Ressaca na Praia da Glória (praia esta que, com o Aterro do Flamengo, deixou de existir)


Luciano Ferrez: Praia de Ipanema em 1945


Luciano Ferrez: Lapa vista do Morro de Santo Antônio


Luciano Ferrez: Cinelândia (observe o Palácio Monroe ao fundo)


Júlio Ferrez: Pedra do Arpoador em 1918


Júlio Ferrez: Desmonte do Morro do Castelo. Observe a Igreja de Santa Luzia, que existe até hoje, mas longe, bem longe do mar!


GEORGES LEUZINGER

Durante a década de 1860, este suíço radicado na capital do Império desde 1832 realizou um trabalho sistemático de documentação fotográfica do Rio de Janeiro. Incluindo cenas urbanas, vistas de Niterói, da Serra dos Órgãos e de Teresópolis, suas paisagens e panoramas surgiam apenas duas décadas depois da invenção da daguerreotipia — fazendo do artista não apenas um dos pioneiros dessa atividade no Brasil, ao lado de Augusto Stahl, Revert Henry Klumb e, mais tarde, Marc Ferrez, mas um de seus grandes inovadores no século XIX. (Texto extraído do folheto da exposição "Georges Leuzinger: Um pioneiro do século XIX".)


Chafariz do Mestre Valentim e (ao fundo, da esquerda para a direita) Convento do Carmo, Igreja de N. S. do Carmo e Igreja de N.S. do Carmo da Antiga Sé, ainda existentes na atual Praça 15 de Novembro


Lagoa Rodrigo de Freitas e (ao fundo, da esquerda para a direita) Morro Dois Irmãos, Pedra da Gávea e outras montanhas, em torno de 1866


Dedo de Deus, Teresópolis


Igreja de Santa Luzia, Rio de Janeiro, em torno de 1865 (atualmente situada na Avenida Presidente Antônio Carlos, a igreja ficou distante do mar)

Clique nos marcadores abaixo para conhecer outras postagens deste blog sobre o Rio de outrora. Dicas: na Veja-Rio de 4/3/09 você encontrará uma bela matéria sobre o acervo de fotos do Rio Antigo do Instituto Moreira Salles. Para ir até lá, clique aqui.

9.6.08

PARQUE DA CATACUMBA


Você conhece o Parque da Catacumba, na Lagoa? Pois é, o Rio tem tantos lugares bonitos que alguns (que em outras cidades seriam grandes atrações turísticas) até passam despercebidos. O Parque da Catacumba fica no local da antiga Favela da Catacumba, removida por Lacerda — na Lagoa, perto do Corte do Cantagalo (tem uma passarela e um posto de gasolina na altura do parque). Além de seguro (policiado pela guarda municipal) e muito bem cuidado (as fotos que tirei lá não me deixam mentir), abriga uma exposição permanente de esculturas ao ar livre e um espaço cultural com exposições de arte. E ainda por cima uma trilha conduz ao alto do morro, de onde se descortina uma linda vista (foto acima).




Caminhando num domingo de sol belíssimo pelo Parque da Catacumba com um casal de amigos, acabei soltando um "graaaande Lacerda!". O Parque da Catacumba, na Lagoa, só existe porque, nos anos 60, o então governador Carlos Lacerda despejou os moradores da favela do mesmo nome que ocupava o local e os distribuiu entre Vila Kennedy, Cidade de Deus e Guaporé-Quitungo. No lugar dos barracos foram plantadas as árvores que hoje verdejam a paisagem. Em 1979, o parque foi aberto para visitação.

Ando com a estranha impressão de estar me tornando reacionária com a idade. Meu amigo citou Churchill, dizendo que o destino do homem é ser revolucionário aos 20 e conservador aos 40. Nós nos perguntamos se, algum dia, acabaríamos fundando o Partido Reacionário Burguês (PRB). Sem o repressivo programa de remoção de Lacerda, o Parque da Catacumba provavelmente teria se transformado numa segunda Rocinha. É difícil para alguém que recebeu uma educação libertária defender políticas violentas como as de Carlos Lacerda. Por outro lado, o crescimento desmedido das favelas e a falta de controle do estado fazem o "Ah... saudoso Lacerda..." vir à mente vez por outra.

(Trecho da crônica de Fernanda Torres "A catacumba", publicada na Veja Rio de 11/6/08. Leia a crônica completa clicando aqui. A frase atribuída a Churchill na verdade foi de Willy Brandt: "Quem aos 20 anos não é comunista, não tem coração; e quem assim permanece aos 40 anos, não tem inteligência." Aliás, atribui-se a Juraci Magalhães frase mais vulgar, mas que no fundo diz a mesma coisa: "Quem não foi comunista quando jovem não viveu; quem continuou comunista depois de se tornar maduro é um bobo." )





Quem passa de carro pelas pistas da Lagoa costuma notar as esculturas que enfeitam o Parque da Catacumba: são 32 obras de artistas como Franz Weissman e Bruno Giorgi. Menos gente sabe que o parque guarda uma trilha bem sinalizada, curta mas íngreme, que premia aqueles com fôlego de encarar uma subida de 350 metros com vista deslumbrante da Lagoa. Com 31 hectares um tanto acidentados, a unidade de conservação vai ganhar equipamentos para esportes como arborismo, rapel e tirolesa, além de lanchonete e loja de suvenires. "Trata-se de um circuito de ecoturismo", descreve o subsecretário municipal de Meio Ambiente, David Lessa. "É muito cara a manutenção desse parque para ter apenas algumas pessoas no gramado olhando esculturas." A secretaria calcula que passem por ali 7.200 visitantes por ano. "Com novos investimentos, poderemos criar outras atrações para a cidade", diz Rubem Medina, secretário especial de Turismo.

(Trecho da matéria de Livia de Almeida "Verão Radical", publicada na Veja Rio de 20/8/08. Leia a matéria completa clicando aqui.)






Fotos do Parque da Catacumba tiradas pelo editor do blog.