PAQUETÁ


Se você acha que deveria ter nascido cem anos atrás quando a vida era mais pacata, as pessoas moravam em casas com árvores frondosas nos quintais e nas ruas circulavam charretes... Se um dos seus sonhos é descobrir um paraíso das bicicletas sem nenhum automóvel para ficar buzinando ou azucrinando os ciclistas... Se você se emocionou com a novela A Moreninha... Paquetá é o seu lugar.

Barcas para Paquetá: Praça XV (Centro - ver Google Maps).

Telefone: 0800 721 10 12


Site sobre Paquetá: www.ilhadepaqueta.com.br

Preço: R$5,60 (R$4,10 com o bilhete único).

Horário (convém conferir no site das Barcas e chegar dez minutos antes da saída): 
Rio-Paquetá
Dias úteis: 5h30 - 6h30 - 8h30 - 10h30 - 13h20 - 15h30 - 17h30 - 18h30 - 20h - 22h15 - meia-noite
Fins de semana e feriados:

4h30 - 7h - 8h30 - 10h - 11h30 - 13h - 14h30 - 16h - 17h30 - 19h - 20h30 - 22h - meia-noite
Paquetá-Rio
Dias úteis: 5h30 - 6h30 - 7h30 - 9h30 - 11h30 - 14h30 - 16h30 - 18h30 - 19h30 - 21h - 23h10

Fins de semana:
6h - 8h30 - 10h - 11h30 - 13h - 14h30 - 16h - 17h30 - 19h - 20h30 - 22h - 23h30
A viagem dura em torno de uma hora, dependendo da barca, já que algumas são mais modernas, outras mais antigas.

Como chegar: Vá de metrô até o Largo da Carioca e de lá ande a pé até a Praça XV (são cerca de 750 metros). Assim você verá um pouco do Centro do Rio. 

Mapa de Paquetá: Para um bom mapa de Paquetá clique aqui.

Apresentação: Paquetá é um bairro do município do Rio de Janeiro com 3.421 habitantes e 1.171 domicílios (censo de 2000).

Como lemos no site Ilha de Paquetá, o bairro de Paquetá é completamente atípico em relação ao resto da cidade, pois: 1) É uma ilha e o transporte regular para se chegar lá é a barca. 2) A circulação de carros particulares não é permitida, e os moradores e visitantes se locomovem por charretes, bicicletas, trenzinho turístico, barcos e canoas. 3) As ruas não são asfaltadas, tendo cobertura de saibro que preserva seu aspecto bucólico original. 4) O local é tranquilo e extremamente seguro. 5) As mercadorias chegam nas barcas de passageiros ou em uma barcaça de transporte de veículos vinda da Ilha do Governador, permitindo que os carros de entrega façam a distribuição e voltem no mesmo dia para o continente.

História: 
A ilha de Paquetá foi descoberta em 1555 pelos invasores franceses, liderados por Villegagnon, que pretendiam fundar aqui a França Antártica, antes portanto da fundação oficial do Rio de Janeiro.

Depois que Estácio de Sá, aliando-se aos índios temininós, derrotou a aliança entre franceses e tamoios, a ilha de Paquetá foi dividida em duas sesmarias — uma ao sul e outra ao norte — doadas a dois companheiros de viagem.

No norte formou-se a Fazenda de São Roque, onde em 1698 ergueu-se a Capela de São Roque, padroeiro da ilha, existente até hoje (embora sofresse alterações posteriores) e tombada pelo município. Também a terceira e última sede da fazenda, em estilo neoclássico, está tombada, abrigando atualmente a Escola Municipal Pedro Bruno.

Aliás não se pode falar da ilha sem mencionar Pedro Bruno, personalidade mais influente da história de Paquetá. Como escultor, projetista e paisagista, criou a atmosfera de Paquetá até hoje preservada. Conta o site Ilha de Paquetá: “Amava tanto a Ilha de Paquetá que a ela dedicou todos os dias de sua vida. Fascinavam-no a natureza exuberante do lugar, suas lendas, suas gentes, seus costumes.” No blog As histórias dos monumentos do Rio de Janeiro lemos: “Em Paquetá realizou diversos trabalhos principalmente utilitários para os que visitam a ilha. Fez o projeto e os elementos decorativos na praça em frente à estação das barcas: vários bancos de concreto com figuras de peixes, para esperar comodamente pela embarcação; pequenos pergolados de vegetação, para embelezar o espaço e amenizar a temperatura e uma cisterna com bebedouros para o uso da população.”

D. João VI fez frequentes visitas à ilha. Até hoje se pode visitar o Solar D’El-Rei, onde ele se hospedava.

A partir de 1838 uma linha regular de barcas passou a ligar a ilha ao continente.

O romance A moreninha, publicado em 1844 e um best-seller na época, contribuiu para popularizar a ilha, embora não faça alusão explícita ao nome Paquetá, referindo-se sempre à “ilha de ...” (existem 21 destas referências com reticências no romance).

Atrações de Paquetá: O ideal em Paquetá é, assim que chegar, alugar uma bicicleta e sair pedalando sem destino. Ou sair andando igualmente sem destino. A atração principal da ilha é o fato de que lá não existem automóveis nem prédios, apenas charretes, bicicletas e casas. Ou seja, em Paquetá você tipo que entra numa máquina do tempo. Mas existem algumas atrações que você deve visitar (na medida do possível). São elas (ver mapa acima): O ideal em Paquetá é, assim que chegar, alugar uma bicicleta e sair pedalando sem destino. Ou sair andando igualmente sem destino. A atração principal da ilha é o fato de que lá não existem automóveis nem prédios, apenas charretes, bicicletas e casas. Ou seja, em Paquetá você tipo que entra numa máquina do tempo. Mas existem algumas atrações que você deve visitar (na medida do possível). São elas: 

Baobá Maria Gorda (6 no mapa): Raro exemplar de baobá de origem africana, com centenas de anos e mais de sete metros de circunferência.

Casa de Artes Paquetá (14): A Casa de Artes Paquetá é uma visita obrigatória para os admiradores da arquitetura de Gaudí em Barcelona, na qual se inspira.

Pedra dos Namorados (18): Reza a lenda que, se você ficar de costas para a Pedra dos Namorados e lançar três pedrinhas enquanto pensa na pessoa amada, se uma delas permanecer sobre a rocha, você terá sorte no amor.

Praça São Roque, com a Escola Municipal Pedro Bruno (antiga sede da Fazenda São Roque — no 10 no mapa), Capela de São Roque (11), Poço de São Roque (12) e coreto (13): Depois da fundação da cidade, Paquetá foi dividida em duas sesmarias, uma ao norte, outra ao sul. Na do norte surgiu a Fazenda São Roque e em 1698 ergueu-se a Capela de São Roque. O Poço de São Roque abastecia originalmente a fazenda mas depois passou a abastecer toda a região. Em 1908, com a chegada de água encanada à ilha, o poço foi fechado. Conta-se que as águas do poço curaram uma úlcera da perna de D. João, que se tornou devoto de São Roque. O coreto, embora moderno (foi inaugurado em 1980), foi construído num estilo que se harmonizasse com as construções antigas da praça. Seu nome (Coreto Renato Antunes) homenageia um antigo carnavalesco da ilha, festeiro de S. Roque e funcionário da administração local.

Praia e Pedra da Moreninha (15): A Pedra da Moreninha é o cenário da lenda da Moreninha narrada no Cap. 9 de A Moreninha.

Solar D’El Rei (16): Antiga propriedade de um mercador de escravos onde o príncipe regente, depois D. João VI, se hospedou em suas vindas a Paquetá.

(Informações obtidas em Ivo Korytowski, Guia da Cidade Maravilhosa, Editora Ciência Moderna. Para outras postagens neste blog sobre essa aprazível ilha, clique em Paquetá no menu da barra vertical direita)

Um comentário:

MUSEU DO VAL DE LITERATURA disse...

Caro Ivo. Apreciei muito a postagem sobre Paquetá, que pouco visitei. Conheci, aí pelos anos de 1943, o famoso pintor Pedro Bruno, que era uma espécie de prefeito de Paquetá. Faltou mencionar o Museu Pedro Bruno, na casa do próprio (não sei se ainda existe), dirigido por uma de suas filhas. Conheci-os {pasme-se! em Andrade Costa, hospedado na casa de minha avó. Ali pintou dois quadros, um dos quais vi quando acabava de pintar,bela paisagem de um milharal. Foi quando, adolescente, me interessei pela pintura. Abraço, Waldir do Val.