MOSTEIRO DE SÃO BENTO


O que você vai visitar realmente não é o mosteiro — que funciona até hoje e abriga monges de verdade — e sim a Igreja de Nossa Senhora de Montserrat pertencente ao mosteiro. O conjunto formado pelo mosteiro e igreja é uma das construções mais antigas do Rio, e a igreja — assim como a de São Francisco da Penitência no Largo da Carioca — contém talhas barrocas de indizível beleza. Adentrar a igreja do convento, além de uma viagem no tempo, é uma imersão no barroco em todo o seu esplendor. Ao som do canto gregoriano então... é de converter até um ateu!

Endereço: Rua Dom Gerardo, 68 (Centro - ver mapa abaixo).

Telefone: (21) 2206-8100

Site: www.osb.org.br

Preço: Grátis.

Horário das visitas à igreja do mosteiro: Diariamente das 7h às 18h. Por ser um lugar sagrado, exige-se traje adequado.

Horário das missas com canto gregoriano: Segunda a sábado às 7h15 (da manhã!) e domingo às 10h.

Horário das vésperas com canto gregoriano: Segunda a sexta às 18h, sábado às 17h e domingo às 17h30.

Como chegar: O acesso ao mosteiro se dá pela Rua Dom Gerardo, perto da Praça Mauá. Vá de metrô até o Centro (estação Cinelândia ou Carioca) e lá pegue o moderno VLT (veículo leve sobre trilhos) em direção à Praça Mauá e salte na parada São Bento. Na Rua Dom Gerardo há duas maneiras de subir ao mosteiro. Pelo elevador no no 68 ou pelo acesso de carros (mas que você pode subir a pé também). Aproveite para visitar também o Museu de Arte do Rio (MAR), Museu do Amanhã e Orla Conde, que ficam pertinho do mosteiro. Para mais informações clique nos nomes desses museus no GUIA DO RIO no cabeçalho do blog.


Ver Mosteiro de São Bento num mapa maior

Apresentação: Os beneditinos chegaram no Rio de Janeiro em 1586 e em 1589 obtiveram uma sesmaria no outeiro que mais tarde ficou conhecido como Morro de São Bento, onde já existia uma capela, ao lado da qual começaram a construir o mosteiro. Em 1617 desenhou-se a planta de uma igreja nova, construída de 1633 a 1641 (que é a igreja que você vai visitar). Novas ampliações e reformas no conjunto (mosteiro e igreja) nos séculos XVII e XVIII deram-lhe a feição que vemos hoje.

A fachada austera da igreja, em estilo maneirista (renascentista português tardio), contrasta com a exuberância da talha barroca interna. Observe na fachada da igreja:

* Contraste entre a cantaria (pedra trabalhada) e a alvenaria caiada.
O frontão triangular.
As duas torres laterais terminadas em pirâmides, a da direita com dois sinos de bronze de tamanhos diferentes.
Os portões de ferro alemão de 1880.

Transposto o portão, adentramos a galilé (vestíbulo entre a entrada e a nave), com piso de mármore em desenhos geométricos. Ao penetrarmos na nave somos surpreendidos por uma explosão de talhas barrocas. Sente-se um pouco no banco e deixe que o clima sagrado tome conta de você. (Informações obtidas em Ivo Korytowski, Guia da Cidade Maravilhosa, Editora Ciência Moderna.)

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