LARGO DO MACHADO


O Largo do Machado adquiriu esse nome (ao que conta) por causa de um enorme machado de pau na porta do primeiro açougue ali instalado. Em 1843, com a construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Glória (não confundir com a Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro), passou a se chamar Largo da Glória. Em 1880, com a morte do Duque de Caxias, mudaram de novo seu nome para Praça Duque de Caxias. Só que os nomes novos não colaram, e o largo voltou à sua denominação tradicional: Largo do Machado.

No meio da praça ergue-se, sobre um alto pedestal, uma estátua do escultor genovês Giuseppe Navone: a imagem em mármore de Nossa Senhora da Imaculada Conceição (foto acima, primeiro plano), adquirida pelo Cardeal Arcoverde quando construiu o Palácio São Joaquim e que permaneceu em seus jardins até 1954, ano do centenário do dogma da Assunção e bicentenário do da Imaculada Conceição, quando foi doada por Dom Jaime Câmara à cidade do Rio de Janeiro e instalada no alto de um pedestal, circundada por um laguinho, no Largo do Machado. 

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Glória (foto acima, segundo plano), inaugurada em 1872, com suas colunas na fachada, frontão e larga escadaria, representa um dos exemplos mais típicos e raros da arquitetura neoclássica religiosa. Projetada pelo autor do plano de Petrópolis, o alemão Julius Friedrich Köller, junto com o francês Rivière, sua forma de templo romano inspirou-se na Igreja La Madeleine de Paris. A monumental torre sineira com terraço e arremate agulhado foram acrescentados no final do séc. XIX. Vale a pena entrar na Igreja, que abriga valiosas obras de arte.

Dê uma vista-d’olhos também no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, 20, construção de 1875, uma das primeiras obras ecléticas do Brasil (embora ainda guarde muitos elementos neoclássicos). Assim como o atual Centro Cultural José Bonifácio na Gamboa, foi construído com o dinheiro de uma subscrição popular para uma estátua de Dom Pedro II comemorativa da vitória na Guerra do Paraguai. Só que o imperador preferiu que o dinheiro fosse aplicado na construção de escolas.

As árvores com uns “coquinhos” laterais dependurados (e, em determinadas épocas, flores brotando direto do tronco) são abricós-de-macaco, uma espécie amazônica trazida para cá por Roberto Burle Marx.

Uma dica de amigo: na Rotisseria Sírio Libanesa, dentro da Galeria Condor — Largo do Machado, 29 lojas 16 a 19, 32 e 33 — saboreia-se a melhor esfiha do Rio de Janeiro (o quibe lá também é ótimo). 

Pertinho do Largo do Machado (na Rua Gago Coutinho, 52) fica a livraria do Instituto Municipal Pereira Passos, com um bom acervo de livros sobre o Rio de Janeiro.

No Largo do Machado fica a estação de metrô de mesmo nome. (Informações obtidas em Ivo Korytowski, Guia da Cidade Maravilhosa, Editora Ciência Moderna.)


Ver Largo do Machado num mapa maior

2 comentários:

Anônimo disse...

estivemos em 17/01/2015 no Largo do Machado, esperando a van para nos levar ao Cristo Redentor. Essa praça é magnífica! pena que foi um "bate-e-volta" no RJ e não tivemos tempo de apreciar a cercania. Com certeza numa outra oportunidade voltaremos ao RJ.
parabéns pela postagem.
Fabiana SP-capital

paduaprs disse...

Encantado com o blog. Com certeza voltarei. Parabéns pelas informações apaixondas.