ATERRO


Também conhecido como: Aterro do Flamengo, Parque do Flamengo e Parque Brigadeiro Eduardo Gomes (nome oficial).

Local: Bairro do Flamengo.

Telefone: (21) 2287-3781

Site do Monumento aos Pracinhas: www.mnmsgm.ensino.eb.brx

Infográfico com informações sobre equipamentos e flora: clique aqui

Horário do Monumento aos Pracinhas: Terça a domingo das 9h às 17h (entrada franca).

Como chegar: Uma forma prática de ir ao Aterro é pegar o metrô até a Estação Catete (que fica em frente ao Palácio do Catete), percorrer a Rua Silveira Martins até a rua Praia do Flamengo (onde chegava o mar antes do aterramento), dobrar a direita e pegar a passarela entre as ruas Silveira Martins e Ferreira Viana sobre as pistas de alta velocidade (ver mapa). O parque deve ser visitado no fim de semana, quando está cheio de vida.


Ver Aterro do Flamengo num mapa maior

Apresentação: Se você percorrer a rua Praia do Flamengo, com seus prédios elegantes, vários deles dos anos 30 e 40, um palacete do início do século XX e até um castelinho, observará em alguns trechos do outro lado da rua uma pequena amurada. No meu tempo de criança o mar ia até lá. Até que o dinâmico governador do Estado da Guanabara Carlos Lacerda (o político que sofreu o atentado que desencadeou a crise que culminou no suicídio de Vargas), talvez inspirado pela grandiosidade da construção de Brasília, resolveu pôr em prática um projeto mirabolante de construção de um gigantesco parque — com uma área de 1,2 km2 — sobre um enorme aterro para ser inaugurado no ano do Quarto Centenário do Rio de Janeiro: 1965.

O Aterro é um pouco de tudo: primeiro, é um parque diferente dos parques românticos do Segundo Império (dos quais o maior exemplo é a Quinta da Boa Vista) com suas grutas e lagos, ou da cartesiana Praça Paris, de traçado geométrico, com suas árvores podadas, de inspiração francesa. Trata-se de um parque moderno, de concepção utilitária: tem que ser útil aos seus usuários. Daí as quadras de esportes, pista de aeromodelismo e outros equipamentos. Aliás sua utilidade não é só para os visitantes. Pelo parque também passam pistas de alta velocidade ligando o Centro à Zona Sul, com passarelas e passagens subterrâneas permitindo a coexistência pacífica entre carros e pessoas a pé.

Mas é mais do que um projeto utilitário. É também um belo projeto paisagístico de Roberto Burle Marx, com uma diversidade de árvores e arbustos (e não só aquelas árvores convencionais — as amendoeiras e figueiras — das praças comuns) dispostos em grupos: um grupo de um tipo de árvore, outro grupo de outro tipo de árvore, e assim vai. Muito bonitos os ipês quando florescem a partir de abril.

Além do mais, criou-se uma praia artificial na beira do mar que, embora não convenha frequentar devido à poluição da Baía da Guanabara, dá um efeito visual bonito. Merece também menção a Marina da Glória, de onde partem os passeios do famoso Pink Fleet. Também no Aterro fica uma das filiais da tradicional churrascaria Porcão. E na parte “velha” do Aterro — a parte que já havia sido aterrada na década de 1950 — ergue-se o Museu de Arte Moderna, com sua arquitetura arrojada que procura integrar a construção à paisagem circundante, o Monumento aos Pracinhas, um marco do modernismo brasileiro, e a Casa de Espetáculos Vivo Rio, inaugurada em 2006.

Atrações do Aterro do Flamengo (ver mapa acima):

Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial (mais conhecido como Monumento aos Pracinhas). Um marco do modernismo brasileiro, o monumento, idealizado pelo Marechal Mascarenhas de Moraes, comandante da FEB, e projetado pelos arquitetos Hélio Ribas Marinho e Marcos Konder Netto, foi construído de 1957 a 1960 (antes portanto do aterro “principal” inaugurado em 1964) e compõe-se de três pavimentos: subsolo, patamar e plataforma.
No subsolo fica o mausoléu com os túmulos dos expedicionários brasileiros cujos corpos foram transladados do Cemitério de Pistoia, na Itália.

No patamar está o museu com objetos pessoais dos pracinhas, armamento empregado durante a guerra e um acervo iconográfico (quadros, pinturas, gravuras, mapas, cartas militares, documentos etc.), além do jardim, lago e mastros.
Na plataforma ficam:
  • Pórtico monumental (foto abaixo, segundo plano) constituído de dois pilones com 31 metros de altura, revestidos com granito, com uma enorme placa em concreto aparente na parte superior. O Pórtico simboliza dois braços levantados com as mãos abertas, implorando graças aos céus.
  • Túmulo do Soldado Desconhecido, entre os dois pilones, com os restos mortais de um soldado brasileiro não identificado morto na Campanha da Itália.
  • Grupo Escultórico (em primeiro plano na foto abaixo) de autoria de Alfredo Ceschiatti, executado em granito de Petrópolis, homenageando as três Forças Armadas, representadas por um marinheiro, um soldado e um aviador.
  • Escultura Metálica (vista parcialmente na foto, bem à direita, em último plano) de autoria de Júlio Catelli Filho executada em perfis de ferro pintado sobre uma base de granito. Suas linhas sintetizam as formas dos engenhos da guerra aérea.


Museu de Arte Moderna (ver mapa acima). Um dos mais importantes museus de arte moderna do Brasil. 

O Museu de Arte Moderna nasceu em 1948 ocupando provisoriamente os pilotis do Palácio Gustavo Capanema (antiga sede do edifício do Ministério da Educação e Cultura). Em 1952 obteve um terreno no Aterro (a primeira “fase”, resultante do desmonte do Morro de Santo Antônio; a segunda fase do Aterro seria inaugurada em 1965) e o projeto da sede definitiva foi confiado ao arquiteto e urbanista Afonso Eduardo Reidy, um dos pioneiros, junto com Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, do modernismo em nosso país que transformaram a nossa paisagem arquitetônica.

Tendo participado em 1936 da equipe que, sob a orientação de Le Corbusier, projetou o Palácio Capanema, e tendo nos anos subsequentes desenvolvido projetos ousados de conjuntos residenciais de linhas sinuosas, como o Conjunto do “Pedregulho”, de 1946, e o Marquês de São Vicente, de 1952 (“embaixo” do qual a gente passa quando pega a auto-estrada Lagoa-Barra), o Museu de Arte Moderno acabou sendo a sua obra mais notável. A maior preocupação do arquiteto foi integrar o prédio à paisagem e ao projeto paisagístico de Roberto Burle Marx em volta. “Pensado para dialogar com a paisagem — a horizontalidade da composição para fazer frente ao perfil dos morros cariocas —, as fachadas envidraçadas, trazendo para o interior o paisagismo de Burle Marx, o projeto de Reidy apresenta-se racionalista e plástico a um só tempo. Não há distância entre a estrutura e a aparência final. Os vãos livres têm um fim prático: a liberdade de composição oferecida ao espaço expositivo, o convite ao jardim no plano térreo”, lemos no site do museu.

Embora em 1978 sofresse um incêndio que destruiu 950 peças, algumas de valor inestimável, seu acervo atual se compõe de 11.000 pinturas e esculturas de artistas internacionais, latino-americanos e brasileiros, além da Coleção Gilberto Chateaubriand, que recebeu em regime de comodato, o mais completo conjunto de arte moderna e contemporânea brasileira.
O museu está aberto de terça a sexta, das 12h às 18h e aos sábado, domingo e feriados das 12h às 19h

. O ingresso custa R$14,00 (estudantes e adultos a partir dos 60 anos pagam meia).


Museu Carmem Miranda (ver mapa acima). Esse pequeno museu, que ocupa um pavilhão circular no Parque do Flamengo na altura do no 560 da Avenida Rui Barbosa, foi inaugurado em 1976 e procura perpetuar a memória da Pequena Notável. Aberto de terça a sexta-feira das 11h às 17h e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h. Entrada franca.

Monumento a Estácio de Sá (ver mapa acima). Situado no local onde desembocava o Rio Carioca, projetado por Lúcio Costa, constitui-se de uma pirâmide de pedra (foto) sobre uma plataforma triangular acessada por uma rampa. Dali tem-se uma bonita vista da Urca (onde Estácio fundou a cidade).




(Informações obtidas em Ivo Korytowski, Guia da Cidade Maravilhosa, Editora Ciência Moderna.)

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