4.9.13

MUSEU INTERNACIONAL DE ARTE NAÏF DO BRASIL (MIAN)




A arte dita naïf é uma arte “ingênua”, às vezes chamada de “primitiva” (embora moderna). Os artistas naïf são autodidatas, sem formação acadêmica, muitas vezes pessoas “do povo”. O ceramista Mestre Vitalino foi um artista naïf. Os pintores naïf — como Heitor dos Prazeres — podem pintar sem regras, nem constrangimento; podem ousar tudo, são livres para criar seus próprios estilos, suas técnicas, e têm como características principais a ingenuidade e a liberdade. São os 'poetas anarquistas do pincel'”. Seus quadros se caracterizam pelo forte colorido. O Brasil, junto com a França, a ex-Iugoslávia, o Haiti e a Itália, é um dos cinco grandes da arte naïf no mundo. O MIAN, sediado no antigo ateliê do pintor impressionista Eliseu Visconti, reúne hoje o maior e mais completo acervo do mundo no gênero.




Endereço: Rua Cosme Velho, 561 — Cosme Velho (pertinho da estação do trem do Corcovado).


Horário: POR FALTA DE PATROCÍNIO EM 23 DE DEZEMBRO DE 2016 O MUSEU ENCERROU AS ATIVIDADES POR TEMPO INDETERMINADO. 

Ingresso: R$12,00 com meia entrada para estudantes, adultos com 60 ou mais anos e quem apresentar o ticket do trem do Corcovado daquele dia.


Como chegar: Vá de metrô até a Estação Largo do Machado. Lá pegue o ônibus de integração expressa 580 (Largo do Machado-Cosme Velho). Mas antes de pegar o ônibus, vai aqui minha dica: entre na Galeria Condor (Largo do Machado, 29 lojas 16 a 19, 32 e 33) e saboreie a melhor esfiha do Rio de Janeiro, quiçá do mundo; dê também uma rápida vista d’olhos no próprio Largo do Machado.

Caso esteja no Leblon, Ipanema ou Copacabana, outra alternativa é pegar o ônibus Circular 1 (Leblon-Cosme Velho). 



Se quiser ir andando do Largo do Machado até a estação do trem, são cerca de 2,5 km. Uma oportunidade de conhecer o tradicional bairro das Laranjeiras e seus contrastes arquitetônicos, a mescla de prédios modernos com velhos sobrados. Observe em particular o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Rua das Laranjeiras, 230), uma construção palaciana dos anos 1910 de inspiração francesa.

Yemanjá

O MIAN É O MAIOR E UM DOS MAIS COMPLETOS MUSEUS DE ARTE NAÏF DO MUNDO

O único museu internacional existente no Brasil. Tem como acervo básico a coleção de Lucien Finkelstein, com cerca de 6 mil obras de artistas de todos os estados brasileiros e de mais de 100 países, do século XV aos dias de hoje, apresentando um fiel perfil da arte naïf mundial.

O MIAN abriu as portas ao público em outubro de 1995. Todos os grandes nomes da arte naïf brasileira encontram-se representados no acervo do museu, que possui em exposição permanente as duas maiores telas naïfs do mundo — "Rio de Janeiro, gosto de você, gosto dessa gente feliz [foto abaixo]", de Lia Mittarakis, e "Brasil, 5 séculos", de Aparecida Azedo. O museu mantém oito exposições de caráter permanente e temporário, de obras do acervo nacional e internacional.

A relevância do MIAN no cenário artístico e cultural nacional é notória. Seus objetivos são divulgar, valorizar e gerir ações de promoção da arte naïf no Brasil e no exterior, possuindo um vasto curriculum de importantes exposições realizadas fora da sua sede.

Conservar este acervo é promover a nossa arte e o talento de nossos verdadeiros artistas, mundialmente reconhecidos. A visita às exposições desmistifica a ideia de que museus são locais puramente contemplativos. Através de visitas guiadas, lúdicas e divertidas, acrescidas de elementos interativos e tecnológicos, o visitante se aproxima e se apropria do universo naïf. O turista encontra no MIAN a mais autêntica expressão artística brasileira.

O MIAN encontra-se a 30 metros da estação do Trem do Corcovado, num casarão do século XIX cercado de exuberante vegetação. (Informações transcritas do folheto do museu)

"Rio de Janeiro, Gosto de Você, Gosto Dessa Gente Feliz" (detalhe), tela de 4x7m de Lia Mittarakis

"São Sebastião do Rio de Janeiro", acrílica sobre tela e eucatex de Fuzinelli (2004)

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