23.4.11

SALVE SÃO JORGE!


Igreja de São Jorge em Quintino

Vitral de São Jorge na Igreja de São Gonçalo Garcia e São Jorge, Praça da República

Grafite de São Jorge na Rua das Laranjeiras

Painel de São Jorge num bar do Riachuelo

Imagem de São Jorge na Quadra da Beija Flor, em Nilópolis

Pintura de São Jorge em Quintino no dia da festa do Santo Guerreiro

Altar de São Jorge na Praça Quintino Bocaiúva no dia da festa do santo

Jorge é da Capadócia, como bem celebra a canção-homenagem de Jorge Ben Jor. Mas, cá para nós, é como se fosse carioca, tamanha a adoração que recebe na nossa cidade. Nenhum outro ato religioso mobiliza tanto os católicos daqui quanto as comemorações de 23 de abril. Nesse dia dedicado ao santo, quase 300 000 pessoas costumam se amontoar nas paróquias da Praça da República e do subúrbio de Quintino para professar sua fé — público equivalente a quatro Maracanãs lotados. Trata-se de uma veneração que extrapola qualquer estrato, unindo gente de classes sociais e níveis de instrução extremos. Entre os seguidores mais destacados de São Jorge figuram atrizes e cantores, a exemplo de Regina Casé e Zeca Pagodinho. No ano passado, o sambista de Deixa a Vida Me Levar promoveu na data uma grande festa em sua casa de Xerém, onde no jardim se destaca uma colossal estátua do seu alvo de devoção na pose clássica de luta contra o dragão. “Ele é o símbolo da bravura, da vitória sobre as provações do mundo”, afirma Pagodinho.


Se São Sebastião foi oficializado o padroeiro do Rio de Janeiro, essa consagração, de fato, caberia melhor ao santo guerreiro. Por uma coincidência pouco comum, o Dia de São Jorge neste ano [2011] calhou de cair justamente no Sábado de Aleluia, uma data que os católicos reservam para a introspecção e a abstinência. Por recomendação da Arquidiocese do Rio, todas as celebrações de louvor deveriam ser transferidas para o dia seguinte. Ou seja: neste sábado, não é de bom-tom montar barracas para vender comidas, velas e camisetas, nem realizar a tradicional alvorada com queima de fogos que costuma marcar a efeméride. “O próprio São Jorge seria o primeiro a concordar com isso, uma vez que deu a vida por sua fé em Cristo”, diz o monsenhor Sérgio Costa Couto, porta-voz da Cúria. Mas vá convencer os devotos. No templo de Quintino, na Zona Norte, foi montada toda a infraestrutura para a comemoração. Estava prevista também a realização de uma procissão no próprio sábado, com um espetáculo pirotécnico no começo da manhã. Só a missa, por determinação expressa da arquidiocese, não seria celebrada.

Tanta fidelidade remete a um passado longínquo e não se encerra em uma só explicação. Decerto, contribui para a imensa popularidade de São Jorge a imagem triunfante de lança em punho derrotando o apavorante adversário. Passa confiança e capacidade de superação, duas das virtudes mais realçadas nos livros de autoajuda. Pároco da igreja de São Jorge, em Quintino, o padre Marcelino Modelski aponta uma preocupação atual que ele acredita levar parte dos fiéis a se apegar ainda mais ao santo: a necessidade de segurança, um problema que atormenta a sociedade carioca há três décadas. (Texto extraído da Veja-Rio de 27/4/2011.)

Grafite no elevado que dá acesso ao Túnel Rebouças na Lagoa

Pintura de São Jorge na Rua Saint Romain (Copacabana)

Pintura de São Jorge em Sepetiba


Imagem de São Jorge na Associação dos Franciscanos Menores Conventuais (Rio Comprido)

Painel de São Jorge nas proximidades da Igreja de São Jorge e Santo Expedito em Inhaúma

Painel de São Jorge no muro da Estação de Quintino

Painel de São Jorge em Marechal Hermes

Dia de São Jorge na Praça da República (Centro) e em Quintino em 2010. Fotos do editor do blog.

7.4.11

BOSQUE DA BARRA & CIDADE DA MÚSICA



Na postagem deste blog sobre o Parque da Catacumba, escrevi: “Você conhece o Parque da Catacumba, na Lagoa? Pois é, o Rio tem tantos lugares bonitos que alguns (que em outras cidades seriam grandes atrações turísticas) até passam despercebidos.” A mesma observação vale para o Parque da Chacrinha, um pedacinho de mata atlântica em plena Copacabana, e o Bosque da Barra, aonde fui levado ontem por meu amigo Manoel Rodrigues, autor do texto de uma das postagens deste blog sobre a "Miami carioca" (para ler clique no marcador Barra da Tijuca abaixo). Quarta-feira  o parque estava vazio. No domingo enche mais, segundo o Manoel. Eis uma apresentação de slides do bosque. Observe que numa das fotos se vê (em meio à folhagem) a Cidade da Música, projeto monumental do arquiteto francês Christian de Portzamparc que, embora "inaugurada" no final do mandato do ex-prefeito César Maia de 2008, continua em obras, devendo entrar em operação ainda este ano. No final da postagem,  uma foto da Cidade da Música [PS em 14/4/13: A Cidade da Música acabou se chamando Cidade das Artes e só entrou em operação no primeiro semestre de 2013. Ver fotos aqui.].