7.4.11

BOSQUE DA BARRA & CIDADE DA MÚSICA



Na postagem deste blog sobre o Parque da Catacumba, escrevi: “Você conhece o Parque da Catacumba, na Lagoa? Pois é, o Rio tem tantos lugares bonitos que alguns (que em outras cidades seriam grandes atrações turísticas) até passam despercebidos.” A mesma observação vale para o Parque da Chacrinha, um pedacinho de mata atlântica em plena Copacabana, e o Bosque da Barra, aonde fui levado ontem por meu amigo Manoel Rodrigues, autor do texto de uma das postagens deste blog sobre a "Miami carioca" (para ler clique no marcador Barra da Tijuca abaixo). Quarta-feira  o parque estava vazio. No domingo enche mais, segundo o Manoel. Eis uma apresentação de slides do bosque. Observe que numa das fotos se vê (em meio à folhagem) a Cidade da Música, projeto monumental do arquiteto francês Christian de Portzamparc que, embora "inaugurada" no final do mandato do ex-prefeito César Maia de 2008, continua em obras, devendo entrar em operação ainda este ano. No final da postagem,  uma foto da Cidade da Música [PS em 14/4/13: A Cidade da Música acabou se chamando Cidade das Artes e só entrou em operação no primeiro semestre de 2013. Ver fotos aqui.].



5 comentários:

Joel Bueno disse...

Bicho feio, essa Cidade da Música.

Luciano disse...

Bicho feio e caro! Até agora serviu apenas como mais um mecanismo para a corrupção!

Rafael Soares disse...

Com todo o respeito. falem mal da Cidade da Música pelo superfaturamento. Mas feiúra, não!
O Rio quase não tem exemplares de arquitetura contemporânea, e a Cidade da Música, é uma das que veio representar, muito bem, diga-se de passagem, o Rio de Janeiro. Christian de Portzamparc é um arquiteto renomadíssimo e a CM é bem conceituada por diversos arquitetos. Uma pena carregar esse estigma.

Muito se destruiu de patrimônio histórico na nossa cidade, precisamos conservá-los, mas não podemos achar apenas bonitos sobrados cheios de frufrus afrancesados (que eu gosto, inclusive), mas possuem muitas inadequações para se continuar construindo assim nos dias atuais .

Espero que, aos poucos, o estigma da CM vá passando (posso estar falando besteira, mas acho que o hoje inquestionável Theatro Municipal também foi alvo de diversas críticas à época) e ela possa ser reconhecida como um novo ícone da cidade e um dos primeiros de futuros marcos de arquitetura contemporânea para o Rio.

p.s.: não confundir arquitetura contemporânea com os prédios residenciais (há exceções)que construtoras enfiam goela abaixo...

Ivo Korytowski disse...

Rafael, achei muito pertinente o seu comentário sobre a Cidade da Música. Concordo plenamente. O Rio é um museu ao ar livre de arquitetura, abarcando uma gama de estilos: colonial, neoclássico, industrial, eclético, neocolonial, art déco, moderno, etc. mas faltam exemplares significativos, de arquitetos renomados, do pós-moderno. No meu guia do Rio que deverá chegar às livrarias daqui a alguns meses incluo a Cidade da Música entre as 10 maravilhas arquitetônicas do Rio, ao lado do Municipal e outras maravilhas mais antigas. É isso aí!

Rafael Soares disse...

Pois é, Ivo! Felizmente aindda ganharemos alguns outros exemplares de arquitetura pós-moderna (é correto falar arquitetura contemporânea também?), como o Museu de Imagem e do Som em Copacabana do Diller Scofidio + Renfro e o Museu do Amanhã, do Calatrava. Espero que estes também não ganhem o estigma da Cidade da Música (agora foi rebatizada de Cidade das Artes, mais uma forma de tentarem acabar com a impressão ruim associada ao nome CM...).
Quanto ao livro, me avise quando for lançá-lo! Estarei lá na noite de autógrafos, hehehe!

Abração!