


E não poderia ser mesmo diferente, em se tratando de um bairro que viu Pixinguinha nascer, criou Jorge Ben e abrigou Moreira da Silva, o último dos malandros, que nunca bebeu mas teve a vida marcada pela boemia. No Catumbi, portanto, botequins fazem parte do cenário e da cultura. E o melhor deles é o cinqüentenário Bar do Bacalhau.
No fim de uma rua sem saída, este espartano e familiar boteco português serve um bacalhau honesto e generoso. Por décadas, seu José, o dono, fazia o peixe na brasa. Desde a sua morte, há cinco anos, dona Maria, a viúva, e Lola, a filha, oferecem o bacalhau à portuguesa — assado ou frito — caprichado no pimentão e na azeitona preta (R$ 45, para três). Aos 81 anos, Dona Maria anda pensando em fechar a casa. Só não o fez ainda por insistência dos fregueses, fiéis ao ótimo bacalhau. Eu entre eles.














Crônica publicada em 2006 na coluna "Pé-Sujo" de O Globo e reproduzida aqui com autorização do autor. Visite o blog do Juarez.
Fotos do editor do blog, exceto as marcadas com (*), de Raul Antônio Félix de Souza.
Saiba mais sobre o Catumbi visitando o excelente site Catumby ou lendo o livro de Mauro Matos, Catumbi, Um Bairro do Tempo do Império, da coleção Patrimônio Turístico, da Riotur. Para acessar o livro no Google Docs clique aqui. Se preferir o livro seguido de um acervo de fotos antigas e atuais do Catumbi clique aqui.









